Dicas para Adultos, Estética

Como manter os dentes brancos em casa?

Quem não quer ter os dentes brancos? Todos queremos! Principalmente naquelas fotografias sorridentes no verão! Ai, já vamos começar a sonhar com o verão e ainda agora estamos a sair do estado de emergência durante este período de Pandemia devido ao Coronavirus.

Mas, vamos deixar esses sonhos em pausa e esperar o que o futuro nos aguarda… Entretanto vamos falar sobre dentes brancos e como mantê-los branquinhos…em casa.

Vou dar algumas dicas que ajudam, não só a manter os dentes branquinhos mas também a manter os dentes saudáveis…

  1. Visitar o dentista 1 a 2 vezes por ano. Porquê? Porque para manter os dentes saudáveis é fundamental avaliar lesões e alterações que possam acontecer. Para além do mais, nestas visitas ao dentista para além da avaliação da saúde oral também é recomendado realizar uma destartarização. Para que serve a destartarização? Para limpar os dentes e remover os restos de placa bacteriana e cálculo dental que possam existir. (No próximo artigo falaremos sobre o cálculo dental!)
  2. Evitar beber café, chá, vinho tinto ou sumos de frutos e vegetais vermelhos já que todos estes provocam, em maior ou menor grau, tinção dos dentes. Caso não consiga evitar beba um copo de água ou bocheche com água depois de beber uma destas bebidas. Porquê? Para remover restos destas bebidas que se mantenham na boca. Quanto mais tempo estiverem na boca, maior é o tempo de contacto e maior será a tinção dos dentes. Este processo não ocorre de um dia para o outro, ocorre durante meses consecutivos.
  3. Evitar o tabaco. O tabaco tem grandes malefícios e a tinção dos dentes é apenas mais um. Evitar o tabaco irá proteger os dentes já que o fumo do tabaco deixa os dentes acastanhados.
  4. Evitar bebidas com gás como são os sumos gaseificados. Quem não gosta de beber uma Coca-cola fresquinha num dia de verão? Ora pois! Mas sabia que os gases das bebidas gaseificadas fazem mal aos dentes? Os gases das bebidas gaseificadas são agressivos para a camada superficial dos dentes.
  5. Evitar comer frequentemente alimentos ricos em ácidos ou lavar os dentes após ingerir alimentos ácidos já que os ácidos diminuem o pH presente na cavidade oral e “atacam” a superfície do dente, a camada de esmalte. O esmalte é a camada superficial dos dentes e é muito sensível aos ácidos. Que alimentos são ácidos? O limão, laranja, tangerina, maçãs (principalmente as verdes), tomate, kiwi, todas as bebidas com gás e entre outros. Muitos dos alimentos indicados anteriormente são ótimos para a nossa saúde e devem ser incluídos na alimentação diária, por exemplo, os cítricos são ricos em vitamina C. A vitamina C ajuda o sistema imunitário, o nosso sistema de proteção. Quanto mais o esmalte for “atacado” mais amarelos aparecem os dentes.
  6. Lavar os dentinhos frequentemente, de preferência, 2 vezes ao dia. Tente encaixar na sua rotina, 8 minutos do seu dia para lavar os dentes. 3 minutos de manhã e 5 minutos à noite. À noite, para além de lavar os dentes, utilize o fio dentário ou os escovilhões se o seu médico dentista lhe recomendar. Pode também utilizar um colutório ou elixir, se tiver preferência. Ao lavarmos os dentes 2 vezes por dia estamos a limpar todos os restos de alimentos e de bactérias que estejam na nossa cavidade oral. É também fundamental limpar a língua já que é na língua que muitas bactérias se alojam.
  7. Não utilize pastas branqueadoras nem pastas de carvão ativado. Estas pastas atuam “atacando” a camada de esmalte do dente deixando o esmalte debilitado. Trazendo consequências graves para o futuro.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Bruxismo, Dicas para Adultos

Socorro: Como prevenir o Bruxismo?

No artigo anterior falamos sobre o que é ranger os dentes e porque é tão comum. Também falamos que o bruxismo é o ranger dos dentes e quais são alguns dos seus sintomas.

Se não teve a oportunidade de ler o antigo anterior, leia antes de ler este para poder ficar a par de tudo!

Quais são os tratamentos possíveis para o bruxismo?

Os tratamentos disponíveis vão depender em primeiro lugar da gravidade da situação. Se temos dentes muito desgastados é fundamental reconstruirmos esses dentes. Se temos dores musculares, dores de cabeça, contrações musculares e outros sintomas é fundamental fazermos algumas alterações e corrigirmos essas situações. Não é difícil, muito pelo contrário. Essa é sem dúvida a parte mais fácil. É também fundamental entendermos a causa do bruxismo. Por exemplo, alguns estudantes sofrem períodos de bruxismo durante as épocas de exames da universidade. Ao sabermos as causas podemos prevenir e evitar problemas no futuro.

O bruxismo mais frequente, ou seja, a altura do dia em que as pessoas mais sofrem este processo de ranger os dentes é durante a noite. O lado bom é que as consequências do bruxismo noturno podem ser controladas mediante o uso de uma goteira de relaxamento. Esta goteira é colocada na boca, nos dentes superiores ou nos dentes inferiores, e protege os dentes. Como é que protege os dentes? De duas formas: primeiro reduz a atividade muscular e em segundo lugar, mesmo que haja um reduzido ranger dos dentes, os dentes irão ranger contra a goteira e por esse motivo os dentes não serão desgastados.

Em alguns casos pode ser indicado ao paciente fazer tratamento de ortodontia (os tão conhecidos aparelhos ortodônticos). Porquê que isto pode ser indicado? Porque como vimos anteriormente, os aparelhos ortodônticos permitem corrigir as mordidas incorretas. E uma correta mordida dos dentes superiores com os dentes inferiores permite reduzir o atrito e melhorar a mastigação.

Existem dezenas de opções de tratamento que dependem de cada paciente e de cada caso. Devido a tudo o que expliquei anteriormente, o acompanhamento pelo dentista é sempre importante.

Como prevenir o ranger dos dentes?

Sabia que mais de 50% dos casos de bruxismo estão relacionados com a ansiedade? A prevenção da maioria dos casos de bruxismo melhora ao diminuir os níveis de ansiedade. E como reduzir os níveis de ansiedade? Tentar meditar antes de dormir, relaxar ouvindo 5 minutos de música do seu agrado, tomar um duche quente antes de dormir, ler um livro. Evitar ler noticias que possam gerar preocupação antes de ir dormir. Caso não consiga reduzir a sua ansiedade com estas formas que acabo de indicar, pode ser necessário uma consulta com o médico dentista ou com o psicólogo de forma a encontrarmos outras formas de ajudar a reduzir o stress.

Contudo, antes de mais posso dar algumas dicas que podem ajudar:

  • Evite consumir alimentos e bebidas que contenham cafeína como refrigerantes, chás ou cafés. Principalmente no período da tarde/noite já que funcionam como estimulantes.
    • O açúcar também funciona como estimulante (principalmente em crianças) pelo que evite grandes sobremesas à noite.
  • Evite consumir bebidas alcoólicas (estas também são estimulantes, não só pela quantidade de álcool mas também porque muitas bebidas alcoólicas são ricas em açúcares.
  • Evite mastigar pastilhas elásticas ou alimentos duros que custem a mastigar, já que estes aumentam a atividade dos músculos da mandíbula.
  • Treine-se para não ranger os dentes. Esta é uma dica difícil de concretizar já que muitas vezes o fazemos de forma inconsciente. Mas peça ao seu marido/mulher ou filhos para que avisem se estiver a ranger os dentes. Se notar que o faz durante o dia coloque a língua entre os dentes de modo a praticar o relaxamento dos músculos da mandíbula.
  • Relaxe os músculos da mandíbula de noite com uma toalha quente junto à bochecha. Pode realizar este método durante o duche à noite.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Dicas para Adultos

Escovas de dentes: manuais ou elétricas?

Hoje em dia existem dezenas de escovas de dentes: sejam elas manuais ou elétricas. E sem dúvida que é uma enorme confusão na hora de comprar uma escova de dentes. Há dois tipos de pessoas no que toca a comprar escovas de dentes: aquele que vai ao supermercado e compra a primeira que encontra e aquele que fica um tempo infinito observando a estante das escovas de dentes e acaba ficando completamente confuso e comprando uma escova que possivelmente não era aquilo que pretendia. É normal isto acontecer. Numa estante com dezenas de escovas de dentes, pastas de dentes e de marcas tão parecidas e ao mesmo tempo tão diferentes, quem não ficaria confuso? Por isso surgiu este artigo, onde vamos abordar as escovas elétricas e manuais e para vos ajudar a comprar uma escova de dentes.

O que vamos ver neste artigo?

1. Escolher uma escova elétrica ou manual?
2. Características de uma escova dentária
3. O que é que é recomendado nas escovas manuais?
4. Característica das escovas elétricas
5. O que é que é recomendado nas escovas elétricas?
6. Como conservar a sua escova de dentes?
7.. Escovas ecológicas

1. Escolher uma escova elétrica ou manual?

Esta é a pergunta que a maioria os pacientes fazem. Ora bem, a escolha depende do paciente. Um estudo publicado em 2014 na Cochrane Library indica que as escovas elétricas, em especial com rotação e oscilação, são mais eficazes a remover a placa bacteriana do que as escovas manuais. Contudo, a técnica de escovagem é fundamental. E, com uma boa técnica de escovagem pode obter o mesmo resultado com uma escova manual. Além do mais, o uso incorreto da escova elétrica pode provocar lesões nas gengivas ou até mesmo dos dentes. O que é que é mesmo importante? Que a escova de dentes seja utilizada. Quer seja fã das escovas de dentes manuais ou das escovas de dentes elétricas, o que verdadeiramente importa é escovar os seus dentes de modo a prevenir o aparecimento de cáries, gengivite e até mesmo periodontite. Lembre-se: dentes lavados são dentes felizes.

Vamos então ver as escovas de dentes manuais e elétricas:

2. Características que uma escova dental (manual ou elétrica) deve ter:

1. Tufos de cerdas com o mesmo comprimento
2. Cabeça e cabo da escova no mesmo eixo
3. Cabo da escova confortável e anatómico: para que seja mais fácil segurar a escova
4. Pouco peso: deve ser leve.
5. Impermeável à humidade: para poder secar rápido e dificultar a formação de fungos e bactérias.
6. Fácil limpeza e manipulação
7. A cabeça deve conter 3 por 6 tufos
8. As cerdas devem ser de nylon 
9. Durabilidade: as escovas devem ser trocadas no máximo cada 3 meses (1 escova em cada estação)
10. Eficácia
11. Baixo custo: o caro nem sempre é o melhor
12. Ser agradável à vista.
13. A cabeça da escova deve ser pequena: quanto maior for a cabeça mais difícil é escovar as zonas de difícil acesso.
14. Rigidez das cerdas: É essencial que suas cerdas tenham rigidez suficiente para remover a placa bacteriana e, ao mesmo tempo não traumatizar os dentes e as gengivas.

3. As escovas manuais: O que é que é recomendado nas escovas manuais?

Para além das indicações dadas no ponto 2, é importante ter em conta os seguintes aspetos:

  • Escolha uma escova manual com rigidez suave (ou se não se adaptar com as cerdas suaves opte por uma de rigidez média). As escovas com rigidez dura provocam lesões nos dentes e nas gengivas e só devem ser utilizadas com indicação do seu médico dentista. 

  • Escolha uma escova com uma cabeça pequena já que quanto maior for a cabeça mais difícil é escovar as zonas de difícil acesso.

  • Evite escovas que têm cilindros de silicone em vez de tufos.

  • Escolha um cabo que seja fácil de agarrar e que facilite a escovagem. Se tem uma mão pequena não escolha uma escova com um cabo muito gordo já que a escovagem será desconfortável.

  • Algumas escovas manuais têm no verso das cerdas, ligeiras rugosidades que permitem limpar a língua. Limpar a língua é fundamental e caso a sua escova de dentes não tenha estas rugosidades pode optar por limpar a língua com as cerdas.

4. As escovas elétricas: Têm mais características que as escovas manuais e vamos vê-las uma a uma:

Forma da cabeça:
a. Redonda
b. Não redonda: Quadrada/retangular/oval

Movimento das escovas elétricas:
a. Rotação: a cabeça roda sempre na mesma direção. (São as mais baratas)
b. Oscilação: rotação para ambas direções. (das escovas elétricas económicas são as mais recomendadas)
c. Vibração
d. Contra Oscilação: cada tufo de cerdas roda em direção diferente.
e. Pulsação sónica ou ultrassónica – vibram a alta velocidade para ajudar a eliminar a placa bacteriana presente nos dentes. (normalmente são as escovas mais caras)
f. Movimento lateral – a cabeça da escova de dentes “varrem” os dentes de um lado para o outro.

Bateria:
a. Funcionamento a pilhas.
b. Funcionamento a bateria recarregável. – A duração da bateria pode variar desde os 30 aos 180 minutos dependendo do modelo da escova.

Tecnologias extras que as escovas podem apresentar:
a. Vários modos de escovação: para ortodontia, dentes sensíveis, etc.
b. Sensores que detetam a força da escovagem e emitem um sinal sonoro de aviso.
c. Temporizadores que contam o tempo de escovagem de uma determinada região. Algumas escovas têm temporizadores que contam o tempo de escovagem dos dentes superiores e dos dentes inferiores.
d. Recordações digitais para substituir a cabeça da escova (cerdas)
e. Compatibilidade com várias cabeças de escova, para que possa escolher o tipo de cerdas que prefere.

A principal indicação das escovas de dentes elétricas são três:
a. Pacientes idosos
b. Pacientes especiais com alteração da coordenação motora
c. Pacientes pediátricos
Contudo podem ser utilizadas por qualquer pessoa, desde que bem utilizadas.

5. O que é que é recomendado nas escovas elétricas?

Relativamente às escovas elétricas, é preferível:
1. Escova com cabeça redonda.
2. Com movimento oscilatório (os modos de vibração e de pulsação sónica são mais caros e não têm motivo para serem mais recomendados ).
3. Funcionamento a bateria recarregável já que será muito mais cómodo (não necessita comprar pilhas) e menos poluente para o meio ambiente.

6. Como conservar a sua escova de dentes?

Em primeiro lugar, deixar a escova secar ao ar livre para evitar aparecimento de fungos e bactérias na sua escova. Deixar a escova secar na vertical com a cabeça para cima de modo a que gotas de água possam escorrer e a escova fique seca mais rapidamente. Isto não acontece se deixar a escova na horizontal ou com a cabeça para baixo.
Em segundo lugar, não partilhe escovas de dentes. Cada pessoa com a sua escova de dentes.
Em terceito lugar, cada escova no seu lugar. Não coloque várias escovas no mesmo copo porque irão contaminar-se umas às outras. Deixar várias escovas num copo só seria viável se as escovas tiverem tampa, contudo, com a tampa as escovas de dentes não secam tão bem.
Quando guardar a escova verifique se não tem resíduos (alimentos ou de pasta de dentes).

6. Escovas ecológicas:

Têm surgido recentemente novas escovas de dentes: as escovas ecológicas. Estas escovas surgem com o objetivo de reduzir a contaminação já que todos os anos são deitadas ao lixo biliões de escovas de dentes em todo o mundo. Ainda não há estudos que comprovem a eficácia de estas escovas.  As cerdas de bambu e outros materiais podem ser demasiado rígidos para os dentes mas ainda estão em estudo.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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Dicas para Adultos

Urgências Dentárias em Pandemia: O que (não) fazer

Perante a pandemia atual, os departamentos de saúde e de vigilância sanitária Portuguesa recomendam a ida ao dentista apenas em casos de urgência inadiável, ou seja, caso não seja possível solucionar o que quer tenha ocorrido sem ir ao dentista. Isto implica que as visitas ao dentista para procedimentos casuais devem ser adiadas, pelo menos por precaução. Afinal, todos temos uma vontade louca de sair de casa depois das últimas quase 4 semanas de quarentena, mas para quê arriscar? Ora lá está!

É importante salientar que os consultórios e clínicas seguem rigorosamente as medidas de biossegurança, de modo a limitar os riscos de infeção para a população e os profissionais de saúde.

Mas afinal, o que são tratamentos de urgência em Medicina Dentária?

Durante a pandemia, os tratamentos estéticos, procedimentos ortodônticos que não envolvam traumas, restauração de dentes assintomáticos, bem como cirurgias e outros tratamentos não urgentes, devem ser suspensos e só retomados após recomendação do profissional e do governo. Lembre-se que atualmente estamos em “Estado de Emergência”. 

As situações de urgência em Medicina Dentária são aquelas que, embora não ofereçam risco iminente à vida, devem ser resolvidos prontamente: hemorragias não controlados, traumatismos, abcessos dentários, dor dentária aguda, fratura dentária, entre outras situações.

Devido a isto, a maior parte das clínicas dentárias em Portugal, apesar de terem as portas fechadas encontram-se à disposição dos pacientes através de um contacto telefónico ou das redes sociais. Caso algum paciente se encontre em situação de urgência pode (e deve!) contactar o seu dentista ou outro (caso o seu se encontre realmente fechado ou incontactável) e solicitar uma consulta de urgência. Tendo em conta a situação que nos encontramos atualmente deve informar, ao solicitar a consulta de urgência, se nos últimos 14 dias apresentou algum sintoma como febre, tosse, dor de garganta e falta de ar, se esteve fora do país ou se contactou com algum paciente infetado. Após o contato, o médico dentista saberá como conduzir o caso e orientá-lo da melhor forma.

E estando em quarentena, como prevenir uma urgência?

Ora bem, atualmente estamos todos em casa de quarentena (ou devíamos!) exceto os trabalhadores essenciais, como por exemplo, todos os que estão relacionados com supermercados e venda ou transporte de alimentos, venda ou transporte de medicamentos, profissionais de saúde, de segurança, entre muitos outros. 

1. Pelo que neste momento de quarentena ao estarmos mais tempo em casa, também estamos mais tempo a comer… esta época é de algumas extravagâncias alimentares, como ingestão de refrigerantes e gulodices, nomeadamente nos intervalos das refeições o que aumenta o risco de agressão ao esmalte dentário e gengivas. É importante fazer decisões certas no que toca à alimentação: é preferível optar por frutas na hora do lanche em vez de alimentos cheios de açúcar. Evite petiscar frequentemente e consecutivamente, principalmente durante a noite. Evite também aqueles petiscos “perigosos” os frutos secos, torresmos ou outros alimentos duros que são conhecidos por “partirem dentes”… Para quê correr riscos?

2. Certamente as vossas horas de descanso e rotina foram alteradas drasticamente! As horas de acordar e dormir já não são as mesmas e certamente a hora do almoço e jantar também sofreram alterações. A falta de uma rotina afeta-nos a todos. É extremamente importante manter uma correta higiene oral. Mesmo “não sabendo as horas nem às quantas andamos” é fundamental lavar os dentes entre 2 a 3 vezes ao dia. Preferivelmente com uma pasta com 1450ppm de flúor (ver no rótulo da pasta de dentes). Não esquecer de lavar a língua, já que esta é sempre esquecida. Para juntar à higiene oral, não esquecer de usar o fio dentário, ou até mesmo o escovilhão. Se tiver algum elixir, aproveite estes dias para usá-lo pelo menos uma vez por dia preferivelmente à noite.

Evite urgências ao evitar situações de perigo

3. Para além das lesões de cáries, abcessos e outros “perigos” relacionados com a má alimentação e má higiene oral, existem também os traumatismos. É verdade que ninguém sofre um traumatismo querendo, eles acontecem quando menos esperamos. Mas, no que toca a crianças, costumam acontecer quando já antecipamos que vão acontecer… Ou é aquela brincadeira que achamos que não vai correr bem, ou aquela correria pela casa em meias, ou usando o sofá como trampolim… seja em férias ou em quarentena, há sempre alguma brincadeira que pode correr mal. E daí resultam traumatismos que obrigam uma ida ao dentista ou às urgências. As crianças, passado estas 4 semanas de quarentena estarão aborrecidas e saturadas de estar em casa, mantenha-as ocupadas e entretidas… Evite acidentes: evite traumatismos.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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Dicas para Adultos

Os adultos podem ter medo ao Dentista?

Sim. O medo é irracional, ou seja, é uma resposta involuntária. Isto quer dizer que quando uma pessoa tem medo, não sabe como o controlar.

O medo ao dentista pode surgir de experiências prévias, principalmente de experiências que os adultos tenham tido quando eram ainda crianças. Este medo é mais comum do que se possa crer e é mais fácil de resolver do que se possa pensar.

O medo ao dentista também é algo que está muito incutido na nossa sociedade. E não é algo recente. Já os meus avós fugiam e continuam a fugir do temido médico dentista. A História luta contra nós. Até as artes lutam contra nós. Existem dezenas de filmes (e séries) onde participam personagens dentistas. E…a grande maioria (aproximadamente 90%) são filmes e séries de terror. Como comentei anteriormente, isto não nos ajuda.

Em primeiro lugar um paciente adulto com medo ao dentista tem de ter duas coisas em mente:

  1. Não é possível viver uma vida sem nunca ir ao dentista, de modo que, adiar marcar consulta por medo não vai ser uma solução.

  2. Este problema não se irá resolver sozinho. Nenhum problema se resolve com magia, erra ótimo que assim fosse, mas a verdade é que os problemas não desaparecem se os adiarmos.

Quando um paciente com medo ao dentista entra no consultório, o médico dentista já o sabe. Como? O medo costuma ser bem visível. Os pacientes com medo ao dentista têm, normalmente, o corpo tenso, as mãos e testa suadas, olhos inquietos observando tudo o que acontece em seu redor, podem estar assustadiços, etc. O nosso corpo transmite muita informação, mesmo quando não nos damos conta. Há até histórias de pacientes que se embebedam antes da consulta para que lhes seja mais fácil. Contudo, não estamos autorizados a atender pacientes embriagados. Obviamente. Contudo, isto demonstra o que o medo pode fazer.

Então, isto é um tema sério?

Sim. E ter medo ao médico dentista tem consequências importantes na vida destes pacientes: Os pacientes com este medo geralmente fazem de tudo para evitar ir à consulta. Muitas vezes chegam a marcar consulta, mas nunca comparecem. Isto é grave. Porquê? Porque impede que estas pessoas cuidem da sua saúde oral; muitas vezes têm dor ou algum problema de saúde e não o conseguem tratar devido ao medo. Ou seja, o medo chega a ser limitante; a limitar as nossas vidas.

Então, como se pode resolver?

  • Em primeiro lugar, é fundamental descobrir o que lhe gera medo. Receio a sentir dor durante a consulta? Um trauma de infância? Pavor ao barulho do motor?

  • Em segundo lugar, fale deste medo com alguém que lhe transmita confiança. A sua mãe, pai, filha, companheiro, amigo, psicólogo, etc. E explique a sua necessidade de ir ao médico dentista, nem que seja só para fazer um check-up e deixar de adiar essa consulta que já há tantos anos que adia.

  • Em terceiro lugar, procure um dentista com quem você se identifica. É fundamental que o paciente se senta à vontade com o seu médico dentista, afinal é quem vai c
    uidar da sua saúde oral. Marque uma consulta e diga, no ato da marcação (seja por telefone ou presencial), que na primeira consulta não pretende fazer nenhum tratamento, que apenas pretende fazer um check-up. Mencione o seu receio à auxiliar com quem faz a marcação. Esta irá informar o seu dentista e, deste modo, tanto a auxiliar como o meu médico dentista estarão relaxados e preparados para o receber no dia da sua consulta.

  • No dia da consulta, se preferir leve um amigo ou familiar consigo. Isto permite que você vá mais relaxado para a clínica. Utilize a primeira consulta para conversar. Acredite que será o melhor para si. Aproveite esta consulta para:

    • Indicar os seus medos: Receio a sentir dor durante a consulta? Um trauma de infância? Pavor ao barulho do motor?

    • Realizar a história clínica completa: indique se já fez cirurgias anteriormente, se toma medicação, etc. Indique tudo o que ache interessante.

    • Indicar o objetivo de querer ir ao dentista: O médico dentista tem de perceber porquê que você precisa dele. Há algum dente a magoar? Sente-se descontente com a estética do seu sorriso e gostaria de modificar? Faltam alguns dentes e gostaria de os substituir? Porquê que é importante o seu médico dentista saber o que você quer? Porque assim poderá ajudá-lo da melhor maneira. Poderá organizar um plano de tratamento de acordo com as suas necessidades. Por exemplo, imagine um paciente que tem medo ao dentista e que andou a evitar marcar uma consulta durante mais de 30 anos (infelizmente, isto acontece). Imaginemos que este paciente, infelizmente, tem vários tratamentos para fazer porque 30 anos foi muito tempo sem cuidar dos seus dentes. O médico dentista irá realizar um plano de tratamento adequado a este paciente: iniciando por consultas curtas e com tratamentos rápidos no início até que o paciente se vá habituando pouco a pouco.

  • Aproveite para tirar todas as suas dúvidas. Peça para que o seu dentista explique sobre todos os tratamentos, tempo de duração e procedimentos.

  • No dia da segunda consulta (consulta em que vai iniciar um tratamento): combine com o seu médico dentista alguns sinais para quando precisar de uma pausa: por exemplo, levantar a mão esquerda. Pratique um exercício de respiração para acalmar os seus nervos. Feche os olhos e relaxe. Em muitos consultórios existe a possibilidade de colocar música de ambiente, solicite ao seu médico dentista a colocação de uma música de fundo que lhe possa ajudar a relaxar.

  • Ao sair de cada consulta comemore a sua superação ao medo. Como? Realizando algo que você gosta em modo de “prémio”: vá almoçar fora com um amigo, compre um gelado ou algo que lhe faça feliz. Como é que isto pode ajudar? Fará com que, inconscientemente, você associe a consulta do dentista a algo que você gosta.

Respire fundo e vamos tratar desse receio. Não podemos deixar que o medo nos controle. Afinal de contas, a saúde é o mais importante que podemos ter. E cuidar dos nossos dentinhos é fundamental.

Beijinhos e até já!!

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