Nutrição

Alimentos que limpam os dentes

Como assim “alimentos que limpam os dentes”?

Então comendo estes alimentos eu já não tenho de lavar os dentes? Claro que tem de lavar os dentes! É fundamental lavar os dentes com a sua escova de dentes e com a sua pasta de dentes! Sempre! Mas, há alguns alimentos que nos ajudam nessa tarefa.

Nos últimos dois artigos falamos sobre: os alimentos protetores dos dentes e alimentos agressivos para os dentes. E conseguimos perceber como a nossa alimentação pode influenciar a nossa saúde oral. Ah, pois é! A nossa alimentação é muito mais do que a sociedade acredita! Por isso a nutrição é extremamente importante e permite-nos eliminar mitos que ainda perduram no tempo. A nutrição evoluiu imenso nos últimos anos e há cada vez mais conceitos que se consideravam verdades e que hoje em dia são apenas mitos.

Vamos então ver o nosso tema de hoje. E então, o que são os alimentos limpadores dos dentes? Já conhecia? Ainda não?! Então vamos falar um pouco sobre o que são alimentos que “limpam” os dentes.

Os alimentos que ajudam a “limpar” os dentes são os alimentos fibrosos como por exemplo os legumes e frutas cruas. Se os alimentos estiverem cozidos ou assados perdem a sua dureza e perdem a sua capacidade de “limpar” os dentes. Por serem alimentos duros, criam atrito contra os dentes durante a mastigação e são capazes de remover resíduos de outros alimentos e a placa bacteriana.

Alguns exemplos destes alimentos são: maçã, cenoura, pepino, pêra, alface, acelga e aipo, coco fresco, pimentos crus e entre outros.

É importante ter em consideração que estes alimentos auxiliam na limpeza dos dentes mas nunca vão poder substituir a higiene oral com uma escova de dentes e pasta de dentes. Todos podem ingerir este tipo de alimentos, desde crianças (que já ingiram sólidos) até adultos de idade mais avançada. Para além do mais, as frutas e verduras fibrosas têm mais vantagens associadas: são ricos em vitaminas e têm reduzida quantidade de açúcar e de gorduras.

E como é que estes alimentos podem ser uma vantagem?

Imagine que não tem oportunidade de lavar os dentes depois do almoço e tem uma reunião marcada; ou uma consulta ou outra situação que lhe impede de lavar os dentes naquele momento. Pode optar por comer uma maçã, por exemplo, o atrito da maçã nos dentes ajudará a remover alguns resíduos de alimentos que possa ter nos dentes e ajudará a remover alguma placa bacteriana também. Contudo deve ter em consideração que há maçãs muito ácidas e que os alimentos ácidos têm as suas desvantagens. Aproveite para ler o último artigo publicado para saber mais um pouco sobre alimentos ácidos e agressivos para os dentes.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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Nutrição

4 Alimentos que protegem os dentes

Sabia que existem alimentos protetores dos dentes? Não? Hoje vamos falar sobre 4 tipos de alimentos que ajudam a proteger os dentes. E vamos ver o que são e como os podemos usar a nosso favor…

O que significa “alimentos protetores dos dentes”?

Os alimentos que protegem os dentes são os alimentos que ajudam a manter as condições naturais dos dentes: ou seja, a humidade da boca, o pH da boca, que são ricos em cálcio e em flúor, entre outras características.

E que alimentos são estes?

São, por exemplo, o leite, o iogurte, o queijo, os frutos secos, o peixe, mas vamos ver cada um deles e dar mais exemplos em seguida:

1. Alimentos ricos em cálcio: O cálcio é um ingrediente fundamental para prevenir as lesões de cáries e os produtos lácteos são uma fonte fantástica de cálcio, como por exemplo: o leite, o iogurte, o queijo. Nestes produtos lácteos ricos em cálcio também entram os produtos light como o leite e os iogurtes magros. Não são só os produtos lácteos que são ricos em cálcio, existem outros como: os brócolos, a couve, o agrião, o feijão branco, os espinafres, o peixe, os frutos secos (amendoim, amêndoa, noz, etc.).

2. Alimentos ricos em fibras: Consumir alimentos ricos em fibra mantém o fluxo de saliva, ao manter-mos um bom fluxo saliva mantemos a boca humedecida incluindo os dentes. Existem diferentes alimentos onde podemos introduzir fibras na nossa alimentação: os cereais (trigo, centeio, aveia, etc.), os legumes (soja, mandioca, couve, brócolos, etc.), as frutas (abacate, goiaba, laranja, etc.), frutos secos (nozes, castanhas, amêndoa, amendoim, etc.) e entre outros. As sementes como as sementes de linhaça também são uma excelente fonte de fibra.

3. Alimentos com pH neutro ou básico: Ora bem, o que é o pH? O pH é uma escala que permite indicar o grau de acidez ou alcalinidade de uma solução. A escala de pH vai de 0 a 14, sendo que valor neutro é o 7. As substâncias ácidas vão dos valores entre 0 e 7, e as substâncias básicas (alcalinas) são de 7 à 14. O pH da cavidade oral é um pH neutro, e os valores andam entre 6,8 e 7,2. Alimentos que protegem os dentes serão alimentos que tenham um pH neutro ou que sejam ligeiramente básicos (ligeiramente acima de 7) já que existem muitos alimentos que têm tendência a baixar o pH. É recomendado por isto, levar uma dieta maioritariamente alcalina e alguns alimentos alcalinos são, por exemplo, os produtos lácteos, os frutos secos, os cereais, as sementes, as verduras, as leguminosas (como feijão frade, feijão branco, grão-de-bico, etc.). Pode obter mais informação sobre o pH na alimentação no Livro: O fator pH da Rita Boavida.

4. Alimentos ricos em flúor: Alimentos ricos em flúor são alimentos que ajudam a fortalecer, tanto o esmalte como os ossos. Para além da água que bebemos que já é fluorada, existem alimentos ricos em flúor que podem trazem também benefícios como alguns alimentos verdes como os espargos, pepino e outros alimentos. O flúor também é encontrado nas pastas de dentes para uma aplicação tópica de modo a fortalecer os dentes.

Nos próximos artigos vamos falar mais sobre como os alimentos podem influenciar os nossos dentinhos.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Outros

A importância da saliva

Hoje vamos falar um pouquinho sobre a saliva! A coitadinha é sempre esquecida e hoje vamos dar-lhe um pouco de atenção e dar-lhe mérito pelo seu fantástico trabalho em proteger a nossa boca e os nossos dentes. Sabia que a saliva é fundamental para proteger os nossos dentes? E sabia que a saliva em imensas funções? Vamos ver algumas ao longo do artigo de hoje…

Hoje é oficialmente o primeiro dia após o período de Estado de Emergência, é segunda-feira e a rotina começa lentamente a voltar à sua normalidade. Hoje começaremos a ver mais pessoas na rua, a cumprimentar os amigos, colegas e familiares (mantendo sempre o distanciamento social e respeitando as normas de higiene)…

Quando falamos, espiramos ou tossimos libertamos gotas pequenas de saliva e, por este motivo, é fundamental utilizarmos máscara protegendo o nosso nariz e boca.

Mas então, o que é a saliva?

A saliva é uma solução à base de água produzida pelas nossas glândulas salivares. Quando bebemos pouca água ou temos alterações a nível das glândulas salivares, a produção de saliva diminui.

Quais são as funções da saliva?

A saliva ajuda diluir os ácidos dos alimentos. Os ácidos (dos alimentos, por exemplo) “dissolvem” a camada superficial dos dentes.

Na saliva estão presentes iões de cálcio, flúor e fosfato que ajudam a repor os minerais dissolvidos pelos ácidos. Os dentes são estruturas ricas em minerais e na saliva estes minerais estão livres para serem absorvidos pelos dentes.

A saliva ajuda a reduzir a quantidade de lesões de cáries já dificulta as bactérias produtoras de ácidos. Como vimos num artigo anterior, as lesões de cáries aparecem quando temos bactérias que utilizam os restos de alimentos para produzir ácidos. Estes ácidos corroem os dentes e assim surgem as lesões escuras que tão bem conhecemos.

A saliva ajuda a manter os dentes limpos. Quando temos a boca seca, os alimentos “colam-se” mais facilmente aos dentes. Um exemplo característico desta situação é quando comemos várias bolachas (bolacha maria ou bolacha de água e sal, por exemplo), ficamos com a boca seca, restos de bolacha “colados” nos dentes e é até mais difícil engolir os alimentos.

A saliva facilita a alimentação já que a saliva humedece os alimentos mais secos e permite que consigamos engolir mais facilmente.

Na saliva existem enzimas, as enzimas ajudam a digerir os alimentos. Temos enzimas também no nosso estômago e nos nossos intestinos que participam na digestão.

Na saliva também existem células que pertencem ao nosso sistema imunitário. Este sistema é responsável por proteger o nosso corpo. Estas células estão na nossa saliva para detetar bactérias, vírus e fungos que possam querer fazer-nos mal.

A saliva permite-nos sentir o sabor dos alimentos. Como? Quando comemos, parte dos alimentos dissolvem-se na saliva e isto permite que as papilas gustativas presentes na língua possam detetar o sabor dos alimentos. Detetamos também se os alimentos são salgados, doces, ácidos, etc.

A saliva ajuda também a proteger a gengiva, a língua, os lábios, etc. Como? Com a sua função lubrificante protege-nos quando comemos alimentos mais duros como frutos secos, batatas fritas e entre outros que possam provocar feridas. O mesmo se aplica a quem utiliza aparelho ortodôntico, a saliva evita que se formem feridas.

A saliva tem imensas funções e ajuda-nos no nosso dia a dia. Temos sem dúvida de passar a dar-lhe um pouco mais de atenção. Beba água, alimente-se de forma adequada e lave sempre as mãos e os seus dentinhos.

Nos próximos dias falaremos um pouco sobre a importância da alimentação e a sua relação com a saúde oral.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

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Bruxismo, Crianças

As crianças podem ranger os dentes?

A resposta é sim. As crianças também podem ranger os dentes. Mas não significa que seja totalmente mau sinal. Os dentes das crianças demoram algum tempo a nascer. Uma criança dos 3 aos 6 anos tem 20 dentes de leite na boca e obviamente esses 20 dentes não nascem todos ao mesmo tempo. Todos esses dentinhos vão aparecendo na boca entre 6 meses e os 3 anos (aproximadamente) e vão nascendo pouco a pouco.

Durante este período em que os dentes vão nascendo a criança não tem uma mordida estável, ou seja, os dentes superiores não estão estavelmente encaixados nos dentes inferiores. E, por esse motivo a criança pode ranger os dentes. Por volta dos 3 anos a criança já tem os 20 dentinhos na boca e a mordida estabiliza. Por isso é importante que estes dentinhos se mantenham saudáveis. Se a criança chuchar no dedo, utilizar chupeta ou biberão durante muito tempo ou se tiver cáries que provoquem a perda de dentes, a mordida deixará de estar estável e poderá originar consequências mais ou menos graves como alterações severas na mordida. Estas alterações podem incluir bruxismo, mordida aberta, mordida cruzada e entre outras que só podem ser corrigidas com aparelhos dentários.

Por este motivo é importante a prevenção. Temos de informar os papás e as mamãs para evitar problemas no futuro. Evitar chupetas e biberões a partir do momento em que a criança já tem todos os dentes de leite na boca (isto ocorre entre os 2 e os 3 anos).

Dos 3 aos 6 anos, normalmente, o ranger dos dentes diminui ligeiramente. Em algumas crianças deixa de ser notado enquanto que noutras ainda é perceptível mas de uma forma suave.

Contudo as crianças também podem ter bruxismo patológico. O que significa isso? Até agora falamos sobre o bruxismo normal que todas as crianças podem ter. Faz parte do seu crescimento e ocorre até que a mordida da criança se estabilize. Mas algumas crianças podem ter um tipo de bruxismo que não é saudável e este chama-se de bruxismo patológico. Ou seja, é um ranger dos dentes não saudável.

E o que podemos fazer nestes casos?

Sabemos que mais de 50% dos casos de bruxismo, a causa é a ansiedade. E muitas crianças têm períodos de ansiedade e que muitas vezes não nos damos conta como, por exemplo, quando nasce um irmão mais novo, quando mudam de escola, quando perdem um animal de estimação ou um membro da familia, quando mudam de casa, separação dos pais, etc. Nestes casos é importante reduzir a ansiedade da criança.

Como podemos conseguir isso?

  • Tentando relaxar antes de dormir, por exemplo:
    • Dar um banho/duche de água quente.
    • Colocar música calma momentos antes da hora de dormir.
    • Evitar filmes ou desenhos animados barulhentos ou estimulantes antes da hora de dormir.
    • Ler uma história ou um conto antes de dormir.
    • Conversar com a criança.

Em muitos dos casos conseguiremos ajudar a criança a reduzir os seus picos de ansiedade e poderemos desta forma reduzir os períodos de bruxismo.

Nos casos em que não se consegue diminuir a ansiedade, pode ser necessário consultar o médico dentista ou o pediatra para se avaliar mais detalhadamente

O bruxismo na infância é geralmente superado na adolescência. A maioria dos adolescentes para de ranger e apertar os dentes quando os de leite são substituídos pela dentição definitiva. Mas não ocorre em 100% das crianças.

O importante é saber que o ranger dos dentes tem sempre uma causa, enquanto essa causa não for resolvida, o ranger irá continuar.

Alguns adolescentes podem apresentar bruxismo e podem ranger os dentes. Uma das causas pode, novamente, ser a ansiedade: o receio de não ser aceite pelos colegas, o bullying, o receio de falhar nos exames ou avaliações escolares, etc. Nesta situação, o bruxismo pode ser evitado tentando conversar com as crianças ou adolescentes para perceber quais os seus medos e ansiedades, e ajudando-os a lidar com os seus problemas.

Caso estas dicas não possam ajudar, por favor, visite um médico dentista para que o possa auxiliar. A saúde oral é de extrema importância.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

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Crianças

Escovas de dentes de criança (manuais e elétricas)

A partir dos 4 meses de idade, a maioria dos pais nota um aumento da produção de saliva no bebé. O bebé começa a aparecer com a roupa, o pescoço e as mangas das camisolas molhadas. É neste período que se começa também a formar a ideia de que os primeiros dentes vêm a caminho. Esta pode ser uma boa oportunidade para visitar o dentista e ter uma conversa sobre a saúde oral.

As características das escovas infantis que devem ser levadas em consideração, pois atualmente preconiza-se iniciar a escovagem dos dentes logo após o aparecimento do primeiro dente no bebé.

Para as crianças, desde o nascimento até aos 3 anos é recomendado uma escova extra-macia, com cabeça pequena e com cabo que permita um bom apoio para o adulto que irá fazer a escovarem da criança. Nesta idade as crianças não têm coordenação motora para realizar a higiene oral sozinhos. Leve a escovagem dos dentes como uma brincadeira durante o banho, a muda da fralda ou até mesmo um momento de descontração antes de ir dormir. Aproveite a escova de dentes como um mordedor. Aproveite para que a criança se sinta à vontade com a escova de dentes. Para crianças mais complicadas, com autismo, Síndrome de Down, etc. é possível utilizar as dedeiras para lavar os primeiros dentinhos. A dedeira facilita os pais.

A partir dos 3 anos, a criança gosta de realizar sua própria escovarem, nesse caso deve ser usada uma escova com cabeça pequena, cerdas macias e que tenha uma proteção no cabo, para evitar acidentes. Um adulto deve, entretanto, complementar a escovagem dos dentes de modo a garantir que a higiene oral fica bem feita. Entre os 3 e os 6 anos de idade as crianças tornam-se mais autónomas e gostam de imitar os pais. Esta é uma boa altura para fomentar o gosto pela escovagem dos dentes.

Por volta dos 6 anos, a criança já adquiriu um desenvolvimento motor suficiente para que possa realizar a escovagem por si mesma. Neste caso é importante que a escova tenha cabeça média, cerdas macias e arredondadas e um cabo robusto, para que a criança consiga segurar bem na escova. Nesta idade as crianças já sabem escrever e têm mais facilidade a segurar na escova.

As crianças podem utilizar tanto escovas manuais como escovas elétricas.

As escovas elétricas podem ser uma alternativa favorável para as crianças, uma vez que estas não têm destreza manual suficiente que as capacite para usar uma escova manual de forma eficaz. As escovas elétricas poderão assim facilitar a remoção de placa à criança e também aos pais, devido ao seu uso mais simples. É importante também salientar que estas poderão constituir um reforço positivo e incentivo à saúde oral, dado que as escovas elétricas são mais apelativas pelos seus sons e imagens de desenhos animados, propiciando um ambiente atrativo aos mais jovens.

As escovas de dentes são pessoais: cada pessoa tem a sua escova. As escovas devem ser guardada num local seco com a cabeça para cima.

Os dentes devem ser escovados 2 vezes por dia.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

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Ortodontia

Aparelhos Ortodônticos em Quarentena

Desde há precisamente um mês que as clínicas dentárias se encontram encerradas, exceto para atendimento de situações de urgência. Dia 16 de março de 2020 foi declarado pelo Governo através do despacho nº 3903-E/2020 “a suspensão de toda e qualquer atividade de medicina dentária, de estomatologia e de odontologia, com exceção das situações comprovadamente urgentes e inadiáveis.” Passou um mês, as consultas não urgentes foram adiadas por prazos indeterminados e tratamentos foram suspensos. Alguns desses tratamentos suspensos são os tratamentos de ortodontia: os tão conhecidos aparelhos ortodônticos. 

Mas, afinal o que se passa atualmente com os pacientes com aparelhos de ortodontia?

Os tratamentos de ortodontia são tratamentos de longo prazo que existem consultas mensais de forma a controlar e a guiar o tratamento para restabelecer uma oclusão ótima (uma mordida correta). Nesta altura de quarentena em que as clínicas estão fechadas exceto para consultas de urgência, será que as consultas de ortodontia são consideradas consultas de urgência?

Bem, não, não são. Existem neste momento em Portugal milhares de pacientes com aparelhos de ortodontia que têm o seu tratamento em pausa por tempo indeterminado.

Como funciona o tratamento de ortodontia?

Cada pessoa é única, de modo que cada mordida é diferente. O objetivo principal dos tratamentos de ortodontia é colocar o paciente com uma mordida correta e consequentemente mais estética. Existem inúmeros aparelhos de ortodontia assim como inúmeras técnicas e cada ortodontista trabalha com alguns desses aparelhos e com algumas dessas técnicas para corrigir a mordida dos seus pacientes. Há aparelhos ortodônticos totalmente metálicos, cerâmicos, de Safiro, etc. O tratamento de ortodontia também tem etapas, e estas etapas vão depender de cada paciente. Em cada consulta mensal, o ortodontista realiza ajustes no aparelho para concluir essas etapas: muda os arcos, troca os brackets, altera os elásticos, muda os arames, etc. 

Os pacientes têm motivos para ficar preocupados com o seu tratamento nesta altura de quarentena?

Não. Os aparelhos são ativados/ajustados mensalmente em cada consulta. Ao não haver esta ativação durante os meses de quarentena implica que o próprio aparelho deixa de realizar forças, ou seja, deixa de “mover” os dentes. O aparelho de ortodontia vai-se manter na sua posição de “pausa” enquanto não for ativado pelo ortodontista na próxima consulta. Contudo, há uma exceção há regra: tratamentos de ortodontia que contenham elásticos. Em ortodontia os elásticos têm muitas funções: puxar os dentes para a frente, para baixo, para trás, para rodar um dente, para rodar vários dentes, enfim… Os elásticos são muito utilizados nos aparelhos ortodônticos. Contudo, nestes meses de quarentena, os elásticos continuam a exercer força. 

O que os pacientes devem fazer nesta quarentena?

  1. Em primeiro lugar, deve contactar o seu ortodontista através da sua clínica para verificar se continua ou não a utilizar os seus elásticos no aparelho. Há tratamentos em que os pacientes têm de utilizar elásticos durante a noite (e às vezes, durante todo o dia, exceto na hora das refeições) e o seu ortodontista pode recomendar que faça uma pausa.

  2. Deve melhorar a higiene oral. Porquê? Para evitar situações de urgência. É fundamental lavar os dentes entre 2 a 3 vezes ao dia, durante 2 minutos. Preferivelmente com uma pasta com 1450ppm de flúor (ver no rótulo da pasta de dentes). Não esquecer de lavar a língua, já que esta é sempre esquecida. Para juntar à higiene oral, não esquecer de usar o fio dentário, ou até mesmo o escovilhão. Se tiver algum elixir, aproveite estes dias para usá-lo uma vez por dia, de preferência à noite.

  3. Não guarde a sua escova de dentes junto com as escovas de dentes de outros familiares. Cada escova no seu copo ou no seu lugar. Isto permite evitar contaminações cruzadas.

  4. Evite alimentos e bebidas açucaradas já que estes contribuem para o aumento do risco de cáries dentária e de outras patologias como a diabetes.

  5. Não utilize os dentes para abrir latas, garrafas ou outros objetos já que pode provocar fratura dentária, descolamento de brackets ou quebra do aparelho ortodôntico. Evite também comer alimentos duros como frutos secos, torresmos ou outros similares.

O que fazer em caso de urgência?

Mesmo evitando ao máximo e tendo todos os cuidados descritos acima, podem acontecer alguns imprevistos: podem-se descolar brackets, o arame pode começar a arranhar, a contenção pode descolar, etc. 

Pode e deve recorrer ao dentista caso tenha danos no seu aparelho ortodôntico se esses danos possam apresentar “risco de deglutição, aspiração ou possam provocar lesões ou dor intensa” de acordo com a Direção Geral de Saúde.

Pode aceder a mais informações sobre como evitar situações de urgência no artigo “Urgência em pandemia“.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Crianças

Dicas para a Primeira Consulta Da Criança

Nas últimas publicações falamos de vários temas relativamente ás crianças, alguns deles sobre:
Os Dentes de leite…
As Cáries nos bebés…
E a Higiene Oral nos mais pequeninos…

E hoje, vamos falar sobre a primeira consulta da criança no dentista. Esta consulta pode provocar alguma ansiedade, pelo menos nos papás. Mas estamos aqui para falar como resolver essa ansiedade e como permitir que a consulta decorra tranquilamente e da melhor forma.

A primeira consulta do bebé no dentista deve, preferencialmente, ser até 6 meses após o primeiro dentinho nascer e sempre antes do bebé completar um ano.

E porquê que isto é o indicado?

Porque é nesta altura que começam a surgir dúvidas sobre os dentinhos do bebé. Nesta primeira consulta é possível explicar aos papás como ocorre o nascimento dos dentinhos, a cronologia, o que podem ou não esperar, o que é considerado normal e que factores devem estar atentos, que alimentos podem ajudam durante o nascimento dos dentinhos, como podem realizar a limpeza das gengivas e dos dentinhos, que técnicas podem utilizar para melhorar os sintomas e dar conforto na altura do nascimento dos dentes e o Dentista pode também indicar as melhores chupetas e biberões para o bebé (Sabia que há biberões que alteram o paladar do bebé e até mesmo a forma como os dentinhos nascem?). Para além disto, nesta primeira consulta pode aproveitar o Dentista pode também dar conselhos aos papás de como evitar que o bebé tenha certos problemas nos dentinhos como cáries e outras alterações no futuro. Não se esqueça que a prevenção é sem dúvida a melhor solução. 

Como é esta primeira consulta?

1. Na primeira consulta os papás entram no consultório com a criança e o Dentista faz algumas perguntas sobre a saúde do seu filhote. Estas perguntas serão sobre as alergias, medicamentos que a criança tome (se o seu filhote tomar alguma medicação não se esqueça de levar tudo apontadinho para o seu dentista ter toda essa informação), e entre muitas outras perguntas sobre a saúde do seu pequerrucho.

2. Depois destas perguntas é normal o Dentista querer ver a boquinha do seu filhote e por isso vai interagir com a sua criança, é normal que a criança (dependendo da idade e da personalidade) tenha alguma vergonha. Nem todos os papás têm disponibilidade para levar as crianças ao dentista tão cedo, algumas crianças vão ao dentista pela primeira vez quando já têm 4 ou 5 anos. É normal que não se sintam tão à vontade. Acontece o mesmo quando é o primeiro dia do infantário ou da escola (e depois nem querem sair de lá!!). Facilite o Dentista e demonstre que não há motivos para ter receio. Deixe o Dentista mostrar o consultório, os instrumentos, bonecos e jogos que existam no consultório para que a criança se sinta mais à vontade. Deixe que os dois se entendam. Porquê? Porque o seu Dentista está formado para isso. Aos poucos, a sua criança vai chegar lá e sentir-se á vontade. 

3. Dependendo da idade da criança poderão adotar-se diferentes técnicas para ver a boca e os dentes da criança. Entre fazer cócegas, contar dentes, e tantas outras opções. Caso seja necessário podem fazer alguma radiografia aos dentinhos do seu filhote, isto pode ser por vários motivos, para confirmar a existência ou o tamanho de uma cárie ou valorar os dentinhos que ainda estão por nascer. Mas não se preocupe, é só um “fotografia” que temos de tirar aos dentinhos. Caso tenha dúvidas, não hesite, pergunte. O seu médico dentista estará encantado de lhe explicar. 

4. Depois de ver toda a boquinha e avaliar tudo é normal que o dentista queira realizar uma limpeza dos dentinhos (dependendo da idade da criança). Uma limpeza consiste em uma escovagem com uma escova bem pequenina que roda e escova os dentinhos um a um. Não magoa e permite que a criança se habitue que o dentista mexa na sua boca. Funciona de uma forma muito similar às escovas elétricas.

5. Nesta consulta o médico dentista consegue avaliar a erupção dos dentinhos, a saúde das gengivas, a possível necessidade de aparelho, se existe alguma cárie ou alguma alteração que necessite ter atenção no futuro e além do mais consegue explicar coisinhas úteis como, as técnicas corretas para escovar os dentinhos, que pasta usar, que escova usar e entre outras dicas que lhe serão úteis.

Conselhos para a primeira consulta:

  • Aproveite a primeira consulta para levar uma lista de dúvidas que tenha e que necessite esclarecer, lembre-se, todas as dúvidas são importantes.Esta dica é especial para os papás de primeira viagem.

  • Caso a sua criança necessite, leve fraldas, lanche e até mesmo o brinquedo preferido da criança.

  • Se possível marque consulta de manhã. Porquê? Porque a criança vai estar descansada e vai cooperar mais. Ao final da tarde a criança está cansada e é normal que esteja rabugenta. Claro que cada criança tem os seus horários e se notar que a sua criança é mais calma após a sexta da tarde, aproveite essa altura para a consulta. O importante é que a sua criança esteja feliz e calma no momento da consulta. 

  • É normal os papás terem receio quando os filhotes vão ao médico, levar uma vacina ou até mesmo ao dentista. Contudo evite mostrar este receio às crianças, elas são extremamente inteligentes e percebem esse medo.

  • Caso o seu filhote consiga entender, explique à criança que vai ao dentista contar os dentinhos, que é o mesmo que contar os dedos. Realize jogos e brincadeiras em casa sobre o dentista. Conte histórias e piadas engraçadas. Não transmita medo nem mostre que algo muito complicado. Não use o médico dentista como um castigo, a criança terá sempre medo a partir daí. 

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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Dicas para Adultos

Urgências Dentárias em Pandemia: O que (não) fazer

Perante a pandemia atual, os departamentos de saúde e de vigilância sanitária Portuguesa recomendam a ida ao dentista apenas em casos de urgência inadiável, ou seja, caso não seja possível solucionar o que quer tenha ocorrido sem ir ao dentista. Isto implica que as visitas ao dentista para procedimentos casuais devem ser adiadas, pelo menos por precaução. Afinal, todos temos uma vontade louca de sair de casa depois das últimas quase 4 semanas de quarentena, mas para quê arriscar? Ora lá está!

É importante salientar que os consultórios e clínicas seguem rigorosamente as medidas de biossegurança, de modo a limitar os riscos de infeção para a população e os profissionais de saúde.

Mas afinal, o que são tratamentos de urgência em Medicina Dentária?

Durante a pandemia, os tratamentos estéticos, procedimentos ortodônticos que não envolvam traumas, restauração de dentes assintomáticos, bem como cirurgias e outros tratamentos não urgentes, devem ser suspensos e só retomados após recomendação do profissional e do governo. Lembre-se que atualmente estamos em “Estado de Emergência”. 

As situações de urgência em Medicina Dentária são aquelas que, embora não ofereçam risco iminente à vida, devem ser resolvidos prontamente: hemorragias não controlados, traumatismos, abcessos dentários, dor dentária aguda, fratura dentária, entre outras situações.

Devido a isto, a maior parte das clínicas dentárias em Portugal, apesar de terem as portas fechadas encontram-se à disposição dos pacientes através de um contacto telefónico ou das redes sociais. Caso algum paciente se encontre em situação de urgência pode (e deve!) contactar o seu dentista ou outro (caso o seu se encontre realmente fechado ou incontactável) e solicitar uma consulta de urgência. Tendo em conta a situação que nos encontramos atualmente deve informar, ao solicitar a consulta de urgência, se nos últimos 14 dias apresentou algum sintoma como febre, tosse, dor de garganta e falta de ar, se esteve fora do país ou se contactou com algum paciente infetado. Após o contato, o médico dentista saberá como conduzir o caso e orientá-lo da melhor forma.

E estando em quarentena, como prevenir uma urgência?

Ora bem, atualmente estamos todos em casa de quarentena (ou devíamos!) exceto os trabalhadores essenciais, como por exemplo, todos os que estão relacionados com supermercados e venda ou transporte de alimentos, venda ou transporte de medicamentos, profissionais de saúde, de segurança, entre muitos outros. 

1. Pelo que neste momento de quarentena ao estarmos mais tempo em casa, também estamos mais tempo a comer… esta época é de algumas extravagâncias alimentares, como ingestão de refrigerantes e gulodices, nomeadamente nos intervalos das refeições o que aumenta o risco de agressão ao esmalte dentário e gengivas. É importante fazer decisões certas no que toca à alimentação: é preferível optar por frutas na hora do lanche em vez de alimentos cheios de açúcar. Evite petiscar frequentemente e consecutivamente, principalmente durante a noite. Evite também aqueles petiscos “perigosos” os frutos secos, torresmos ou outros alimentos duros que são conhecidos por “partirem dentes”… Para quê correr riscos?

2. Certamente as vossas horas de descanso e rotina foram alteradas drasticamente! As horas de acordar e dormir já não são as mesmas e certamente a hora do almoço e jantar também sofreram alterações. A falta de uma rotina afeta-nos a todos. É extremamente importante manter uma correta higiene oral. Mesmo “não sabendo as horas nem às quantas andamos” é fundamental lavar os dentes entre 2 a 3 vezes ao dia. Preferivelmente com uma pasta com 1450ppm de flúor (ver no rótulo da pasta de dentes). Não esquecer de lavar a língua, já que esta é sempre esquecida. Para juntar à higiene oral, não esquecer de usar o fio dentário, ou até mesmo o escovilhão. Se tiver algum elixir, aproveite estes dias para usá-lo pelo menos uma vez por dia preferivelmente à noite.

Evite urgências ao evitar situações de perigo

3. Para além das lesões de cáries, abcessos e outros “perigos” relacionados com a má alimentação e má higiene oral, existem também os traumatismos. É verdade que ninguém sofre um traumatismo querendo, eles acontecem quando menos esperamos. Mas, no que toca a crianças, costumam acontecer quando já antecipamos que vão acontecer… Ou é aquela brincadeira que achamos que não vai correr bem, ou aquela correria pela casa em meias, ou usando o sofá como trampolim… seja em férias ou em quarentena, há sempre alguma brincadeira que pode correr mal. E daí resultam traumatismos que obrigam uma ida ao dentista ou às urgências. As crianças, passado estas 4 semanas de quarentena estarão aborrecidas e saturadas de estar em casa, mantenha-as ocupadas e entretidas… Evite acidentes: evite traumatismos.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

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Estética

Branqueamento dentário: o que é e como funciona

Perguntaram-me várias vezes sobre o branqueamento antes de escrever este artigo… finalmente decidi meter mãos à obra! O branqueamento dentário é um tema famoso. Porquê? Porque todos os famosos falam de branqueamento, de pastas de carvão, de pastas branqueantes, de branqueamento com luz, em fim… Mas será que tudo o que vemos por aí é verdade? Vamos ver!

O que é o branqueamento dentário?

Os dentes têm, normalmente, uma cor esbranquiçada, e dependendo de cada pessoa, podem ser mais amarelados, acinzentados e até mesmo acastanhados. Para além disso, os dentes podem apresentar manchas. As manchas podem ser de diferentes cores e ter diversas causas, como: traumatismos, fluorose, necrose pulpar, tabaco, alimentos, etc. Estas manchas, por terem causas tão variadas, necessitam ser avaliadas pelo ser médico dentista antes do branqueamento ser iniciado. 

Porquê que o branqueamento é cada vez mais comum?

Os dentes têm um papel relevante no nosso dia a dia já que participam na fala, na mastigação e estão associados a aspetos estéticos e de autoestima. Todos sabemos que o nosso sorriso desempenha um papel importante na nossa imagem e na forma como nos relacionamos com os outros.

Na nossa sociedade, a aparência é extremamente importante. Por este motivo vivemos sempre à procura de novos tratamentos, principalmente estéticos. A procura de um sorriso bonito leva a que o branqueamento dentário se tenha tornado o método de eleição para a remoção da pigmentação dentária. E é por isso que é extremamente conhecido e utilizado.

Mas, como funciona o branqueamento dentário?

Para o branqueamento é utilizado um gel branqueador. O gel é aplicado na superfície dos dentes que queremos branquear. Quando colocamos o gel branqueante sobre os dentes, os pigmentos responsáveis pela alteração da cor presentes nos dentes reagem com os agentes branqueantes do gel e são removidos para o exterior do dente por difusão. 

Existem diferentes géis utilizados para o branqueamento. Estes dependem da concentração do agente branqueante. Maior concentração, mais forte é o gel e mais rápido branqueia. Contudo é necessário ter precaução já que se os tratamentos branqueantes não forem feitos com cuidado, podem resultar em lesões, tanto na gengiva e nos lábios como nos próprios dentes. Por tanto, não é por termos um gel forte que o branqueamento será um sucesso. A escolha do gel é feita pelo médico dentista que avalia diferentes aspetos: cor original dos dentes, manchas que os dentes possam ter, doenças que o paciente possa ter, sensibilidade, se o paciente é fumador, etc. 

Antes do branqueamento, o que é necessário fazer?

Em primeiro lugar, é realizada uma limpeza (destartarização), já que antes de branquearmos os dentes temos de retirar todos os detritos que possam ter. O seu médico dentista irá também avaliar se não existe nenhuma lesão de cárie (se existir, terão de ser tratadas primeiro já que não é possível fazer branqueamento com lesões de cárie). 

Em segundo lugar, vamos avaliar a cor dos seus dentes (cor original) e a cor que pretende chegar com o tratamento. Porquê? Porque quanto maior a diferença, mais sessões serão necessárias (maior a duração). 

O branqueamento é possível fazê-lo no consultório ou em casa, dependendo dos objetivos do paciente.

Há alimentos que mancham os dentes?

Sim, como o chá, o café, o vinho tinto, beterraba, caril, refrigerantes, e frutos cítricos como o limão, laranja, ananás, etc.

Como é possível evitar isto? Beber água depois de comer estes alimentos de modo a que eles não se mantenham muito tempo na boca. E, se possível, lavar os dentes depois das refeições.

Há efeitos adversos do branqueamento dentário?

Sim! Cada pessoa tem uma reação diferente ao agente branqueante e o tratamento deve ser feito de acordo com as indicações do médico dentista: a duração de aplicação do gel correto, a superfície do dente a aplicar, etc. Às vezes, os pacientes querem obter resultados o mais rápido possível e não cumprem as recomendações. Infelizmente, quando não se seguem as recomendações podem surgir assim efeitos secundários, como por exemplo, sensibilidade dentária, irritação oral, queimaduras, úlceras gengivais, etc.

As pastas branqueantes funcionam?

Sim e não. Ou seja, depende da pasta de dentes que estamos a falar. Existem muitas pastas de dentes no mercado que têm indicação de ser branqueante. Nem todas são recomendadas. Porquê? Porque essas pastas são feitas para funcionar em “todos” os dentes/pacientes. O que é que isto implica? Que há dentes mais ou menos sensíveis e por tanto estas pastas podem ser demasiado agressivas para os dentes sensíveis. Para além do mais, algumas pastas branqueantes apresentam uma textura granulada que a torna ainda mais agressiva à superfície do dente. O que quero dizer com isto? Que antes de utilizar uma pasta branqueante consulte o seu médico dentista já que será a melhor pessoa para dar uma recomendação.

As pastas de carvão ativado funcionam?

As pastas dentífricas de carvão ativado são aquelas famosas pastas de dentes de cor preta. Essas pastas são conhecidas por terem alguma textura rugosa que torna a pasta abrasiva e, deste modo, mais agressiva para a superfície do dente. Estudos científicos publicados no último ano (2019) indicam que: “Os dentífricos à base de carvão, na ausência de evidências científicas comprovadas, podem aumentar a rugosidade superficial das estruturas de esmalte e (…) provocar o manchamento em restaurações, principalmente em suas bordas.” e que “a utilização destas pastas no dia-a-dia não é aconselhada a longo prazo (…) os benefícios estéticos que estas pastas podem oferecer não se devem sobrepor aos efeitos nefastos que podem provocar no esmalte dentário e que pode levar a um aumento do risco de desenvolvimento de lesões de cárie ou hipersensibilidade dentinária.” De modo que, não são aconselhadas pastas dentífricas de carvão ativado.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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Dicas para Adultos

Os adultos podem ter medo ao Dentista?

Sim. O medo é irracional, ou seja, é uma resposta involuntária. Isto quer dizer que quando uma pessoa tem medo, não sabe como o controlar.

O medo ao dentista pode surgir de experiências prévias, principalmente de experiências que os adultos tenham tido quando eram ainda crianças. Este medo é mais comum do que se possa crer e é mais fácil de resolver do que se possa pensar.

O medo ao dentista também é algo que está muito incutido na nossa sociedade. E não é algo recente. Já os meus avós fugiam e continuam a fugir do temido médico dentista. A História luta contra nós. Até as artes lutam contra nós. Existem dezenas de filmes (e séries) onde participam personagens dentistas. E…a grande maioria (aproximadamente 90%) são filmes e séries de terror. Como comentei anteriormente, isto não nos ajuda.

Em primeiro lugar um paciente adulto com medo ao dentista tem de ter duas coisas em mente:

  1. Não é possível viver uma vida sem nunca ir ao dentista, de modo que, adiar marcar consulta por medo não vai ser uma solução.

  2. Este problema não se irá resolver sozinho. Nenhum problema se resolve com magia, erra ótimo que assim fosse, mas a verdade é que os problemas não desaparecem se os adiarmos.

Quando um paciente com medo ao dentista entra no consultório, o médico dentista já o sabe. Como? O medo costuma ser bem visível. Os pacientes com medo ao dentista têm, normalmente, o corpo tenso, as mãos e testa suadas, olhos inquietos observando tudo o que acontece em seu redor, podem estar assustadiços, etc. O nosso corpo transmite muita informação, mesmo quando não nos damos conta. Há até histórias de pacientes que se embebedam antes da consulta para que lhes seja mais fácil. Contudo, não estamos autorizados a atender pacientes embriagados. Obviamente. Contudo, isto demonstra o que o medo pode fazer.

Então, isto é um tema sério?

Sim. E ter medo ao médico dentista tem consequências importantes na vida destes pacientes: Os pacientes com este medo geralmente fazem de tudo para evitar ir à consulta. Muitas vezes chegam a marcar consulta, mas nunca comparecem. Isto é grave. Porquê? Porque impede que estas pessoas cuidem da sua saúde oral; muitas vezes têm dor ou algum problema de saúde e não o conseguem tratar devido ao medo. Ou seja, o medo chega a ser limitante; a limitar as nossas vidas.

Então, como se pode resolver?

  • Em primeiro lugar, é fundamental descobrir o que lhe gera medo. Receio a sentir dor durante a consulta? Um trauma de infância? Pavor ao barulho do motor?

  • Em segundo lugar, fale deste medo com alguém que lhe transmita confiança. A sua mãe, pai, filha, companheiro, amigo, psicólogo, etc. E explique a sua necessidade de ir ao médico dentista, nem que seja só para fazer um check-up e deixar de adiar essa consulta que já há tantos anos que adia.

  • Em terceiro lugar, procure um dentista com quem você se identifica. É fundamental que o paciente se senta à vontade com o seu médico dentista, afinal é quem vai c
    uidar da sua saúde oral. Marque uma consulta e diga, no ato da marcação (seja por telefone ou presencial), que na primeira consulta não pretende fazer nenhum tratamento, que apenas pretende fazer um check-up. Mencione o seu receio à auxiliar com quem faz a marcação. Esta irá informar o seu dentista e, deste modo, tanto a auxiliar como o meu médico dentista estarão relaxados e preparados para o receber no dia da sua consulta.

  • No dia da consulta, se preferir leve um amigo ou familiar consigo. Isto permite que você vá mais relaxado para a clínica. Utilize a primeira consulta para conversar. Acredite que será o melhor para si. Aproveite esta consulta para:

    • Indicar os seus medos: Receio a sentir dor durante a consulta? Um trauma de infância? Pavor ao barulho do motor?

    • Realizar a história clínica completa: indique se já fez cirurgias anteriormente, se toma medicação, etc. Indique tudo o que ache interessante.

    • Indicar o objetivo de querer ir ao dentista: O médico dentista tem de perceber porquê que você precisa dele. Há algum dente a magoar? Sente-se descontente com a estética do seu sorriso e gostaria de modificar? Faltam alguns dentes e gostaria de os substituir? Porquê que é importante o seu médico dentista saber o que você quer? Porque assim poderá ajudá-lo da melhor maneira. Poderá organizar um plano de tratamento de acordo com as suas necessidades. Por exemplo, imagine um paciente que tem medo ao dentista e que andou a evitar marcar uma consulta durante mais de 30 anos (infelizmente, isto acontece). Imaginemos que este paciente, infelizmente, tem vários tratamentos para fazer porque 30 anos foi muito tempo sem cuidar dos seus dentes. O médico dentista irá realizar um plano de tratamento adequado a este paciente: iniciando por consultas curtas e com tratamentos rápidos no início até que o paciente se vá habituando pouco a pouco.

  • Aproveite para tirar todas as suas dúvidas. Peça para que o seu dentista explique sobre todos os tratamentos, tempo de duração e procedimentos.

  • No dia da segunda consulta (consulta em que vai iniciar um tratamento): combine com o seu médico dentista alguns sinais para quando precisar de uma pausa: por exemplo, levantar a mão esquerda. Pratique um exercício de respiração para acalmar os seus nervos. Feche os olhos e relaxe. Em muitos consultórios existe a possibilidade de colocar música de ambiente, solicite ao seu médico dentista a colocação de uma música de fundo que lhe possa ajudar a relaxar.

  • Ao sair de cada consulta comemore a sua superação ao medo. Como? Realizando algo que você gosta em modo de “prémio”: vá almoçar fora com um amigo, compre um gelado ou algo que lhe faça feliz. Como é que isto pode ajudar? Fará com que, inconscientemente, você associe a consulta do dentista a algo que você gosta.

Respire fundo e vamos tratar desse receio. Não podemos deixar que o medo nos controle. Afinal de contas, a saúde é o mais importante que podemos ter. E cuidar dos nossos dentinhos é fundamental.

Beijinhos e até já!!

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Crianças

6 Conselhos para evitar o medo ao Dentista em Crianças

Não podemos ignorar o grande elefante presente à nossa frente! É verdade que está incutido na sociedade o medo ao médico dentista. Não é de agora. Já os meus avós fugiam e continuam a fugir do temido médico dentista. A verdade é que a História luta contra nós. E, para além do mais, existem dezenas de filmes de terror onde personagens principais ou secundárias são médicos dentistas. Pelo que, isso também não nos ajuda!

Contudo podemos mudar essa mentalidade?

E para mudar mentalidades temos de nos informar e aprender… Às vezes, o medo e o receio vêm do desconhecimento. Então, para começarmos, devemos começar por ensinar os mais pequeninos, as nossas futuras gerações. Por exemplo, sabia que a primeira consulta no médico dentista deve ser preparada desde casa? E como podemos fazer isso? Vamos ver 6 conselhos que tenho para dar:

  1. Evite dar uma conotação negativa ao tema “Dentista”. As crianças são extremamente perspicazes e inteligentes e sem dúvida são umas esponjas de informação. Pode parecer que não, mas estão atentas a tudo e vão prestar muita atenção a frases do estilo: “Vais levar uma pica”, “O dentista tirou os dentes todos da vóvó” ou “quando fui ao dentista doeu-me muito”. Qualquer coisa que ouçam relacionado negativamente com o médico ou médico dentista fará com que a criança tenha medo de algo que ainda nem aconteceu.

  2. Não utilize o dentista para controlar o comportamento da criança. Muitas vezes os papás e familiares fazem isto inconscientemente. É a típica frase do estilo “se te portares mal o polícia prende-te”. Pois, a mais ouvida relacionada com o médico dentista é “se te portares mal o dentista tira-te os dentes todos”. Não utilize este tipo de frases já que a criança vai associar os profissionais de saúde e de ajuda a algo mau ou assustador. O médico é amigo, o enfermeiro é amigo, o bombeiro é amigo, o polícia é amigo, assim como, o dentista é amigo.

  3. Evite que a primeira consulta da criança no médico dentista seja numa situação de urgência. Em algum momento da vida, a sua criança vai necessitar de um médico dentista. Seja porque caiu e partiu um dente, ou porque tem uma cárie que começou a doer ou porque tem “dentes espaçados” ou “dentes uns em cima dos outros”… Por este motivo, vamos prevenir levar a criança pela primeira vez ao dentista quando é uma urgência. É sempre preferível que a primeira consulta da criança seja só um check-up sem ser em situação de urgência. Isto permite que a criança possa conhecer a clínica e a equipa médica sem estar em stress. Pode ir à sua primeira consulta sem ter receios. ( Imagine que o seu filhote caiu no parque, suspeita que partiu um dente ou nota que tem a boca ensanguentada. Leva-o ao dentista pela primeira vez. Essa criança, assustada e magoada vai sempre associar o médico dentista àquele momento do acidente.)

  4. Evite usar palavras que possam assustar a criança: agulha, pica, picada, sangue, dor, dói-dói e outras palavras que possam amedrontar o seu filhote. Lembre-se, a sua criança é uma esponja de informação! E essas palavras, que para nós podem ser banais, para os mais pequenos são ainda palavras assustadoras.

  5. Encoraje o seu filhote a vir ao Dentista com frases do tipo “vamos ao dentista contar os teus dentinhos”, “quantos dentes tens, sabes?”, “vamos ver se gostamos, o que te parece?”. O facto de dizer estas frases no plural faz com que a criança saiba que não vai enfrentar uma situação desconhecida sozinha e sentir-se-á tranquila e irá à sua primeira consulta tranquilamente.

  6. Durante o tratamento, os papás podem ficar com a criança no consultório até por volta dos 3 anos de idade. Até essa idade são crianças mais dependentes dos papás e necessitam a sua presença para ficarem calmas. Contudo, à medida que for crescendo, o médico dentista pode solicitar que os papás esperem na sala de espera (Tenha em atenção que os papás nunca serão obrigados a abandonar a criança! Mas o médico dentista pode perguntar se desejam esperar na sala de espera ou dentro do consultório.). O facto da criança entrar sozinha no consultório permite que a criança aprenda a ser independente e enfrente os seus medos, nas primeiras consultas com os papás e aos poucos sem eles. Eles estão crescendo, e nós temos de deixar. Por muito difícil que possa ser, os nossos meninos e meninas não serão crianças toda a vida. E iremos sempre sentir orgulho por isso.

Já conhecia algum destes conselhos? Passou por alguma destas experiências com o seu filhote? Tem preferência entre ficar dentro ou fora do consultório? Partilhe a sua experiência e opinião!!

Beijinhos e até breve!!

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Estética

Dentista pode aplicar Botox e Ácido Hialurónico?

Sim. Os Médicos Dentistas trabalham com toxina botulínica (vulgarmente conhecida como Botox) e ácido hialurónico.

O que é o Botox?

É, de forma muito sucinta, uma neurotoxina que quando aplicada em pequenas quantidades no músculo bloqueia um neurotransmissor responsável pela comunicação entre esse mesmo músculo e o cérebro. Consequentemente, quando o cérebro indica ao músculo para contrair, o músculo não poderá fazê-lo, ou pelo menos, não poderá fazê-lo com a potência que fazia anteriormente.

Porque é utilizado o Botox em Medicina Dentária?

Em Medicina Dentária utilizamos por dois simples motivos: uso terapêutico e uso estético. O que é que isto significa? Com uso terapêutico é principalmente utilizado em pacientes com bruxismo, ou seja, pacientes que apertam tanto os dentes que acordam frequentemente com os músculos da face doloridos. Esta característica associada a outras pode ser indicação da utilização da toxina botulínica para relaxar esses músculos da face.

Com uso estético pode ser utilizado para a redução de rugas de expressão e entre outras indicações.

O que é o Ácido Hialurónico?

O ácido hialurónico é um biopolímero que existe naturalmente em todo o nosso corpo incluindo na nossa pele e articulações. Este ácido tem diversas vantagens sendo que é muito procurado já que confere elasticidade e atua como um preenchedor, ou seja, preenche zonas como rugas ou pequenas falhas na pele. A duração deste tratamento em geral varia de 6 a 24 meses e quando é colocado não é detectado visualmente nem à palpação.

Porque é utilizado o Ácido Hialurónico em Medicina Dentária?

Em Medicina Dentária é utilizado principalmente para preenchimento de rugas ou sulcos na pele ao ser aplicado em pequenas quantidades.

Como é feita a aplicação do botox ou do Ácido Hialurónico?

Inicialmente o local do tratamento é desinfetado com álcool ou clorexidina pelo que deve evitar a aplicação de cremes ou maquilhagem no dia do tratamento e nos dois a três dias seguintes. Pode ser aplicada anestesia tópica em creme ou em gel para que a pele fique ligeiramente adormecida. Depois o produto é aplicado nas zonas necessárias através de mínimas injeções. Não é limitante de capacidades pelo que os pacientes podem realizar as suas atividades diárias normalmente antes e após a realização do procedimento.

Dependendo da área a tratar o procedimento pode durar, em média, 30 minutos.

Gostaria de saber mais sobre estes tratamentos? Deixe o seu comentário e vamos falar mais sobre o tema!

Beijinhos e até já!!

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Crianças

Dentes de leite: Quando nascem e Como aliviar os sintomas

Vamos falar um pouco sobre os dentes de leite…

Todos temos duas dentições: a dentição de leite e a dentição permanente

Os dentes de leite são a nossa primeira dentição que é composta por 20 dentes: 10 superiores e 10 inferiores. Tanto em cima como em baixo temos 4 incisivos (dentinhos da frente), 2 caninos e 4 molares. Os dentes de leite começam a aparecer em boca, em média, por volta dos 6 meses e terminam a sua formação por volta dos 3 anos. Mas há algo a ter em atenção

As crianças não são todas iguais e por esse motivo, em algumas os dentinhos começam a nascer mais cedo e outras mais tarde: algumas crianças os dentinhos começam a aparecer aos 4 meses enquanto que outras apenas começam por volta dos 12 meses. Temos de deixar cada criança ter o seu próprio ritmo estando, apenas, atentos a alterações particulares que o seu Médico Dentista pode explicar detalhadamente.

É importante saber que os primeiro dente pode nascem até aos 14 meses, sem que haja qualquer problema para o bebé.

Como vimos anteriormente, o “nascer dos dentes” é um processo lento e o importante é a sequência com que os dentes nascem. Devem seguir a sequência aqui apresentada: Inicialmente começam por nascer os incisivos centrais inferiores, incisivos centrais superiores, incisivos laterais superiores, incisivos laterais inferiores, primeiros molares, caninos e segundos molares.

O “nascer dos dentes” é um processo lento e que pode causar algumas dores de cabeça aos papás e, principalmente, algumas noites mal dormidas. Isto acontece porque quando um dentinho nasce tem de “perfurar” o osso e a gengiva provocando algum incómodo nos mais pequeninos.

O “nascer dos dentes” pode provocar alguns sintomas…

O que nos pode indicar que os dentinhos estão a nascer?

  • Vai notar que o bebé começa a salivar mais. A roupinha vai andar mais molhada na zona do peito e até mesmo das mangas porque o bebé vai tentar aliviar o incómodo mordendo os dedos.

  • Vai notar que o bebé vai querer sempre ter coisas na boca, morder os dedos, os brinquedos, sapatos e entre outras coisas que consiga agarrar e que ajudem a aliviar.

  • Vai notar que o bebé está mais irritadiço. Perde rapidamente a “paciência” e não está tão disposto para a brincadeira. Pode até andar uns tempos mais chorãozinho. 

  • Pode ter algum indício de febre (baixa!). Há alguns estudos que indicam que o nascimento dos dentinhos altera o sistema imunitário e por isso pode haver algum indício de que o bebé tenha algo de febre. Esta deve ser sempre baixa e caso tenha outras características associadas (como, vómitos, febre alta, pápulas no corpo, ou outros sintomas) deve consultar o seu pediatra.

  • Ao observar as gengivas do bebé pode notar que estas vão estar vermelhas e até algo inflamadas. Os primeiros dentes a nascer serão os dentes da frente, pelo que será nessa zona que verá a vermelhidão inicialmente. 

Normalmente, o nascimento dos dentinhos pode coincidir com alguma alteração na vida do bebé como alteração da alimentação (introdução de sopas, fim da alimentação exclusiva de leite) e entre outras fases que pode fazer com que os papás não se apercebam que a irritação do bebé se deve a uns dentinhos marotos que estão a nascer.

O que fazer então para ajudar o seu bebé?

  • Manter as mãos do bebé sempre limpas para que ele possa colocar as mãozinhas na boca para poder “coçar” as gengivas.

  • Existem no mercado mordedores que pode colocar no frigorífico porque ajuda a desinflamar as gengivas do bebé ao morder algo frio.

  • Massajar a região das gengivas.

  • Quando o bebé já tem mais de 1 ano e já come alguns alimentos com a mão pode facultar-lhe bocadinhos de fruta fria, banana, maçã, etc. (dependendo da idade do bebé estes alimentos podem ser cozidos ou não)

  • Pode consultar o seu Médico Dentista para solicitar géis naturais calmantes, cremes anestésicos e entre outras soluções que existem no mercado mas que só devem ser prescritas após avaliação.

  • Em último recurso, existe sempre a possibilidade de optar por medicação analgésica (alguns pequerruchos podem ficar mais sensíveis e necessitar de ajuda com o incómodo).

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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