Nutrição

4 Alimentos que protegem os dentes

Sabia que existem alimentos protetores dos dentes? Não? Hoje vamos falar sobre 4 tipos de alimentos que ajudam a proteger os dentes. E vamos ver o que são e como os podemos usar a nosso favor…

O que significa “alimentos protetores dos dentes”?

Os alimentos que protegem os dentes são os alimentos que ajudam a manter as condições naturais dos dentes: ou seja, a humidade da boca, o pH da boca, que são ricos em cálcio e em flúor, entre outras características.

E que alimentos são estes?

São, por exemplo, o leite, o iogurte, o queijo, os frutos secos, o peixe, mas vamos ver cada um deles e dar mais exemplos em seguida:

1. Alimentos ricos em cálcio: O cálcio é um ingrediente fundamental para prevenir as lesões de cáries e os produtos lácteos são uma fonte fantástica de cálcio, como por exemplo: o leite, o iogurte, o queijo. Nestes produtos lácteos ricos em cálcio também entram os produtos light como o leite e os iogurtes magros. Não são só os produtos lácteos que são ricos em cálcio, existem outros como: os brócolos, a couve, o agrião, o feijão branco, os espinafres, o peixe, os frutos secos (amendoim, amêndoa, noz, etc.).

2. Alimentos ricos em fibras: Consumir alimentos ricos em fibra mantém o fluxo de saliva, ao manter-mos um bom fluxo saliva mantemos a boca humedecida incluindo os dentes. Existem diferentes alimentos onde podemos introduzir fibras na nossa alimentação: os cereais (trigo, centeio, aveia, etc.), os legumes (soja, mandioca, couve, brócolos, etc.), as frutas (abacate, goiaba, laranja, etc.), frutos secos (nozes, castanhas, amêndoa, amendoim, etc.) e entre outros. As sementes como as sementes de linhaça também são uma excelente fonte de fibra.

3. Alimentos com pH neutro ou básico: Ora bem, o que é o pH? O pH é uma escala que permite indicar o grau de acidez ou alcalinidade de uma solução. A escala de pH vai de 0 a 14, sendo que valor neutro é o 7. As substâncias ácidas vão dos valores entre 0 e 7, e as substâncias básicas (alcalinas) são de 7 à 14. O pH da cavidade oral é um pH neutro, e os valores andam entre 6,8 e 7,2. Alimentos que protegem os dentes serão alimentos que tenham um pH neutro ou que sejam ligeiramente básicos (ligeiramente acima de 7) já que existem muitos alimentos que têm tendência a baixar o pH. É recomendado por isto, levar uma dieta maioritariamente alcalina e alguns alimentos alcalinos são, por exemplo, os produtos lácteos, os frutos secos, os cereais, as sementes, as verduras, as leguminosas (como feijão frade, feijão branco, grão-de-bico, etc.). Pode obter mais informação sobre o pH na alimentação no Livro: O fator pH da Rita Boavida.

4. Alimentos ricos em flúor: Alimentos ricos em flúor são alimentos que ajudam a fortalecer, tanto o esmalte como os ossos. Para além da água que bebemos que já é fluorada, existem alimentos ricos em flúor que podem trazem também benefícios como alguns alimentos verdes como os espargos, pepino e outros alimentos. O flúor também é encontrado nas pastas de dentes para uma aplicação tópica de modo a fortalecer os dentes.

Nos próximos artigos vamos falar mais sobre como os alimentos podem influenciar os nossos dentinhos.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Outros

A importância da saliva

Hoje vamos falar um pouquinho sobre a saliva! A coitadinha é sempre esquecida e hoje vamos dar-lhe um pouco de atenção e dar-lhe mérito pelo seu fantástico trabalho em proteger a nossa boca e os nossos dentes. Sabia que a saliva é fundamental para proteger os nossos dentes? E sabia que a saliva em imensas funções? Vamos ver algumas ao longo do artigo de hoje…

Hoje é oficialmente o primeiro dia após o período de Estado de Emergência, é segunda-feira e a rotina começa lentamente a voltar à sua normalidade. Hoje começaremos a ver mais pessoas na rua, a cumprimentar os amigos, colegas e familiares (mantendo sempre o distanciamento social e respeitando as normas de higiene)…

Quando falamos, espiramos ou tossimos libertamos gotas pequenas de saliva e, por este motivo, é fundamental utilizarmos máscara protegendo o nosso nariz e boca.

Mas então, o que é a saliva?

A saliva é uma solução à base de água produzida pelas nossas glândulas salivares. Quando bebemos pouca água ou temos alterações a nível das glândulas salivares, a produção de saliva diminui.

Quais são as funções da saliva?

A saliva ajuda diluir os ácidos dos alimentos. Os ácidos (dos alimentos, por exemplo) “dissolvem” a camada superficial dos dentes.

Na saliva estão presentes iões de cálcio, flúor e fosfato que ajudam a repor os minerais dissolvidos pelos ácidos. Os dentes são estruturas ricas em minerais e na saliva estes minerais estão livres para serem absorvidos pelos dentes.

A saliva ajuda a reduzir a quantidade de lesões de cáries já dificulta as bactérias produtoras de ácidos. Como vimos num artigo anterior, as lesões de cáries aparecem quando temos bactérias que utilizam os restos de alimentos para produzir ácidos. Estes ácidos corroem os dentes e assim surgem as lesões escuras que tão bem conhecemos.

A saliva ajuda a manter os dentes limpos. Quando temos a boca seca, os alimentos “colam-se” mais facilmente aos dentes. Um exemplo característico desta situação é quando comemos várias bolachas (bolacha maria ou bolacha de água e sal, por exemplo), ficamos com a boca seca, restos de bolacha “colados” nos dentes e é até mais difícil engolir os alimentos.

A saliva facilita a alimentação já que a saliva humedece os alimentos mais secos e permite que consigamos engolir mais facilmente.

Na saliva existem enzimas, as enzimas ajudam a digerir os alimentos. Temos enzimas também no nosso estômago e nos nossos intestinos que participam na digestão.

Na saliva também existem células que pertencem ao nosso sistema imunitário. Este sistema é responsável por proteger o nosso corpo. Estas células estão na nossa saliva para detetar bactérias, vírus e fungos que possam querer fazer-nos mal.

A saliva permite-nos sentir o sabor dos alimentos. Como? Quando comemos, parte dos alimentos dissolvem-se na saliva e isto permite que as papilas gustativas presentes na língua possam detetar o sabor dos alimentos. Detetamos também se os alimentos são salgados, doces, ácidos, etc.

A saliva ajuda também a proteger a gengiva, a língua, os lábios, etc. Como? Com a sua função lubrificante protege-nos quando comemos alimentos mais duros como frutos secos, batatas fritas e entre outros que possam provocar feridas. O mesmo se aplica a quem utiliza aparelho ortodôntico, a saliva evita que se formem feridas.

A saliva tem imensas funções e ajuda-nos no nosso dia a dia. Temos sem dúvida de passar a dar-lhe um pouco mais de atenção. Beba água, alimente-se de forma adequada e lave sempre as mãos e os seus dentinhos.

Nos próximos dias falaremos um pouco sobre a importância da alimentação e a sua relação com a saúde oral.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Bruxismo, Crianças

As crianças podem ranger os dentes?

A resposta é sim. As crianças também podem ranger os dentes. Mas não significa que seja totalmente mau sinal. Os dentes das crianças demoram algum tempo a nascer. Uma criança dos 3 aos 6 anos tem 20 dentes de leite na boca e obviamente esses 20 dentes não nascem todos ao mesmo tempo. Todos esses dentinhos vão aparecendo na boca entre 6 meses e os 3 anos (aproximadamente) e vão nascendo pouco a pouco.

Durante este período em que os dentes vão nascendo a criança não tem uma mordida estável, ou seja, os dentes superiores não estão estavelmente encaixados nos dentes inferiores. E, por esse motivo a criança pode ranger os dentes. Por volta dos 3 anos a criança já tem os 20 dentinhos na boca e a mordida estabiliza. Por isso é importante que estes dentinhos se mantenham saudáveis. Se a criança chuchar no dedo, utilizar chupeta ou biberão durante muito tempo ou se tiver cáries que provoquem a perda de dentes, a mordida deixará de estar estável e poderá originar consequências mais ou menos graves como alterações severas na mordida. Estas alterações podem incluir bruxismo, mordida aberta, mordida cruzada e entre outras que só podem ser corrigidas com aparelhos dentários.

Por este motivo é importante a prevenção. Temos de informar os papás e as mamãs para evitar problemas no futuro. Evitar chupetas e biberões a partir do momento em que a criança já tem todos os dentes de leite na boca (isto ocorre entre os 2 e os 3 anos).

Dos 3 aos 6 anos, normalmente, o ranger dos dentes diminui ligeiramente. Em algumas crianças deixa de ser notado enquanto que noutras ainda é perceptível mas de uma forma suave.

Contudo as crianças também podem ter bruxismo patológico. O que significa isso? Até agora falamos sobre o bruxismo normal que todas as crianças podem ter. Faz parte do seu crescimento e ocorre até que a mordida da criança se estabilize. Mas algumas crianças podem ter um tipo de bruxismo que não é saudável e este chama-se de bruxismo patológico. Ou seja, é um ranger dos dentes não saudável.

E o que podemos fazer nestes casos?

Sabemos que mais de 50% dos casos de bruxismo, a causa é a ansiedade. E muitas crianças têm períodos de ansiedade e que muitas vezes não nos damos conta como, por exemplo, quando nasce um irmão mais novo, quando mudam de escola, quando perdem um animal de estimação ou um membro da familia, quando mudam de casa, separação dos pais, etc. Nestes casos é importante reduzir a ansiedade da criança.

Como podemos conseguir isso?

  • Tentando relaxar antes de dormir, por exemplo:
    • Dar um banho/duche de água quente.
    • Colocar música calma momentos antes da hora de dormir.
    • Evitar filmes ou desenhos animados barulhentos ou estimulantes antes da hora de dormir.
    • Ler uma história ou um conto antes de dormir.
    • Conversar com a criança.

Em muitos dos casos conseguiremos ajudar a criança a reduzir os seus picos de ansiedade e poderemos desta forma reduzir os períodos de bruxismo.

Nos casos em que não se consegue diminuir a ansiedade, pode ser necessário consultar o médico dentista ou o pediatra para se avaliar mais detalhadamente

O bruxismo na infância é geralmente superado na adolescência. A maioria dos adolescentes para de ranger e apertar os dentes quando os de leite são substituídos pela dentição definitiva. Mas não ocorre em 100% das crianças.

O importante é saber que o ranger dos dentes tem sempre uma causa, enquanto essa causa não for resolvida, o ranger irá continuar.

Alguns adolescentes podem apresentar bruxismo e podem ranger os dentes. Uma das causas pode, novamente, ser a ansiedade: o receio de não ser aceite pelos colegas, o bullying, o receio de falhar nos exames ou avaliações escolares, etc. Nesta situação, o bruxismo pode ser evitado tentando conversar com as crianças ou adolescentes para perceber quais os seus medos e ansiedades, e ajudando-os a lidar com os seus problemas.

Caso estas dicas não possam ajudar, por favor, visite um médico dentista para que o possa auxiliar. A saúde oral é de extrema importância.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Crianças, Ortodontia

Como saber se o seu filho precisa de aparelho ortodôntico?

Cada vez é mais comum a utilização de aparelhos de ortodontia em crianças para prevenir e tratar as má-oclusões (mordidas incorretas). Mas o que é que isto significa? Uma má-oclusão é quando a pessoa “morde” mal, ou seja, os dentes superiores não encaixam bem com os dentes inferiores. Além disto, podem também haver outras alterações como ter os dentes apinhados, espaços entre os dentes ou até mesmo dentes rodados.

Nem todas as pessoas e, obviamente, nem todas as crianças necessitam de aparelho dentário. Algumas destas alterações podem corrigir-se sozinhas com o crescimento do maxilar e da mandíbula. É por este motivo que é fundamental realizar uma consulta de avaliação com um médico dentista especialista em aparelhos. Nesta consulta o médico dentista serão avaliados alguns aspetos como a alimentação da criança, se a criança tem alteração da fala, entre outros aspetos que explico tópico por tópico:

  1. Avalie se o seu filho respira pela boca ou pelo nariz: o respirar boca (respirado oral) pode fazer com que o maxilar de cima não se desenvolva tanto porque a criança quando dorme, dorme de boca aberta para poder respirar. Isto implica que os dentes de baixo e os dentes de cima estão pouco tempo em contacto (em mordida) e pode ser até necessário um aparelho para fazer o maxilar crescer.
  2. Avalie se o seu filho tem dificuldade para comer ou falar: isto é característico das crianças que demoram uma eternidade para comer o que pode significar que os dentes superiores não encaixam nos dentes inferiores e a criança demora mais tempo a conseguir mastigar os alimentos. Se o seu filhote tem uma dicção incorreta das palavras, a causa pode ser a posição dos dentes ou da língua. É importante avaliar com um médico dentista e com um terapeuta da fala.
  3. Avalie se o seu filho range os dentes: é normal as crianças rangerem os dentes durante o dia ou durante a noite, isto chama-se bruxismo. O mesmo acontece na maioria dos adultos. Contudo, o ranger dos dentes, tanto nas crianças como nos adultos deve ser valorado já que a partir de certo ponto pode ser patológico.
  4. Avalie se a cara do seu filho é igual dos dois lados: Ter um lado da cara é diferente do outro, ou seja, ter cara assimétrica. Esta assimetria pode dever-se a uma mordida incorreta (má-oclusão).
  5. Avalie se o seu filho tem frequentemente aftas (pequenas feridas) nos lábios e bochechas já que isto pode indicar que morde a bochecha ou os lábios frequentemente. Pessoas com uma mordida incorreta mordem frequentemente as bochechas, os lábios e até mesmo a língua sem querer. Isto ocorre enquanto falam e comem.
  6. Avalie se a mandíbula do seu filho produz estalidos quando morde, fala ou até mesmo quando boceja. Os ruídos produzidos pela articulação da mandíbula (ATM) podem ter origem numa mordida incorreta.
  7. Avalie se o seu filho tem os dentes desalinhados (uns em cima dos outros) ou se tem espaços muito grandes.
  8. Avalie quando é que o seu filho perde os dentes e quando é que estes começam a nascer: é frequente que se os dentes de leite nascerem tarde, os dentes de adulto também poderão nascer mais tarde. Também é normal que uma criança cujos dentes de leite tenham nascido cedo tenha os dentes de adulto a nascer mais cedo que o normal. Por este motivo faça uma pequena nota no boletim de vacinas ou até mesmo no boletim infantil da idade (O importante é que faça uma nota num documento que mais tarde se possa recordar.) em que os dentes de leite começaram a aparecer na boca.

Porquê que é importante avaliar o mais cedo possível?

Porque ao realizarmos um tratamento precoce vamos favorecer uma mordida correta nos dentes de leite e, consequentemente, nos dentes permanentes (dentes de adulto).
Os dentes de leite mantêm o espaço dos dentes permanentes, ajudam na formação da face, na aprendizagem da fala e da mastigação. Se tivermos problemas com os dentes de leite, mais facilmente teremos problemas com os dentes de adulto.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Crianças

Escovas de dentes de criança (manuais e elétricas)

A partir dos 4 meses de idade, a maioria dos pais nota um aumento da produção de saliva no bebé. O bebé começa a aparecer com a roupa, o pescoço e as mangas das camisolas molhadas. É neste período que se começa também a formar a ideia de que os primeiros dentes vêm a caminho. Esta pode ser uma boa oportunidade para visitar o dentista e ter uma conversa sobre a saúde oral.

As características das escovas infantis que devem ser levadas em consideração, pois atualmente preconiza-se iniciar a escovagem dos dentes logo após o aparecimento do primeiro dente no bebé.

Para as crianças, desde o nascimento até aos 3 anos é recomendado uma escova extra-macia, com cabeça pequena e com cabo que permita um bom apoio para o adulto que irá fazer a escovarem da criança. Nesta idade as crianças não têm coordenação motora para realizar a higiene oral sozinhos. Leve a escovagem dos dentes como uma brincadeira durante o banho, a muda da fralda ou até mesmo um momento de descontração antes de ir dormir. Aproveite a escova de dentes como um mordedor. Aproveite para que a criança se sinta à vontade com a escova de dentes. Para crianças mais complicadas, com autismo, Síndrome de Down, etc. é possível utilizar as dedeiras para lavar os primeiros dentinhos. A dedeira facilita os pais.

A partir dos 3 anos, a criança gosta de realizar sua própria escovarem, nesse caso deve ser usada uma escova com cabeça pequena, cerdas macias e que tenha uma proteção no cabo, para evitar acidentes. Um adulto deve, entretanto, complementar a escovagem dos dentes de modo a garantir que a higiene oral fica bem feita. Entre os 3 e os 6 anos de idade as crianças tornam-se mais autónomas e gostam de imitar os pais. Esta é uma boa altura para fomentar o gosto pela escovagem dos dentes.

Por volta dos 6 anos, a criança já adquiriu um desenvolvimento motor suficiente para que possa realizar a escovagem por si mesma. Neste caso é importante que a escova tenha cabeça média, cerdas macias e arredondadas e um cabo robusto, para que a criança consiga segurar bem na escova. Nesta idade as crianças já sabem escrever e têm mais facilidade a segurar na escova.

As crianças podem utilizar tanto escovas manuais como escovas elétricas.

As escovas elétricas podem ser uma alternativa favorável para as crianças, uma vez que estas não têm destreza manual suficiente que as capacite para usar uma escova manual de forma eficaz. As escovas elétricas poderão assim facilitar a remoção de placa à criança e também aos pais, devido ao seu uso mais simples. É importante também salientar que estas poderão constituir um reforço positivo e incentivo à saúde oral, dado que as escovas elétricas são mais apelativas pelos seus sons e imagens de desenhos animados, propiciando um ambiente atrativo aos mais jovens.

As escovas de dentes são pessoais: cada pessoa tem a sua escova. As escovas devem ser guardada num local seco com a cabeça para cima.

Os dentes devem ser escovados 2 vezes por dia.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Dicas para Adultos

Escovas de dentes: manuais ou elétricas?

Hoje em dia existem dezenas de escovas de dentes: sejam elas manuais ou elétricas. E sem dúvida que é uma enorme confusão na hora de comprar uma escova de dentes. Há dois tipos de pessoas no que toca a comprar escovas de dentes: aquele que vai ao supermercado e compra a primeira que encontra e aquele que fica um tempo infinito observando a estante das escovas de dentes e acaba ficando completamente confuso e comprando uma escova que possivelmente não era aquilo que pretendia. É normal isto acontecer. Numa estante com dezenas de escovas de dentes, pastas de dentes e de marcas tão parecidas e ao mesmo tempo tão diferentes, quem não ficaria confuso? Por isso surgiu este artigo, onde vamos abordar as escovas elétricas e manuais e para vos ajudar a comprar uma escova de dentes.

O que vamos ver neste artigo?

1. Escolher uma escova elétrica ou manual?
2. Características de uma escova dentária
3. O que é que é recomendado nas escovas manuais?
4. Característica das escovas elétricas
5. O que é que é recomendado nas escovas elétricas?
6. Como conservar a sua escova de dentes?
7.. Escovas ecológicas

1. Escolher uma escova elétrica ou manual?

Esta é a pergunta que a maioria os pacientes fazem. Ora bem, a escolha depende do paciente. Um estudo publicado em 2014 na Cochrane Library indica que as escovas elétricas, em especial com rotação e oscilação, são mais eficazes a remover a placa bacteriana do que as escovas manuais. Contudo, a técnica de escovagem é fundamental. E, com uma boa técnica de escovagem pode obter o mesmo resultado com uma escova manual. Além do mais, o uso incorreto da escova elétrica pode provocar lesões nas gengivas ou até mesmo dos dentes. O que é que é mesmo importante? Que a escova de dentes seja utilizada. Quer seja fã das escovas de dentes manuais ou das escovas de dentes elétricas, o que verdadeiramente importa é escovar os seus dentes de modo a prevenir o aparecimento de cáries, gengivite e até mesmo periodontite. Lembre-se: dentes lavados são dentes felizes.

Vamos então ver as escovas de dentes manuais e elétricas:

2. Características que uma escova dental (manual ou elétrica) deve ter:

1. Tufos de cerdas com o mesmo comprimento
2. Cabeça e cabo da escova no mesmo eixo
3. Cabo da escova confortável e anatómico: para que seja mais fácil segurar a escova
4. Pouco peso: deve ser leve.
5. Impermeável à humidade: para poder secar rápido e dificultar a formação de fungos e bactérias.
6. Fácil limpeza e manipulação
7. A cabeça deve conter 3 por 6 tufos
8. As cerdas devem ser de nylon 
9. Durabilidade: as escovas devem ser trocadas no máximo cada 3 meses (1 escova em cada estação)
10. Eficácia
11. Baixo custo: o caro nem sempre é o melhor
12. Ser agradável à vista.
13. A cabeça da escova deve ser pequena: quanto maior for a cabeça mais difícil é escovar as zonas de difícil acesso.
14. Rigidez das cerdas: É essencial que suas cerdas tenham rigidez suficiente para remover a placa bacteriana e, ao mesmo tempo não traumatizar os dentes e as gengivas.

3. As escovas manuais: O que é que é recomendado nas escovas manuais?

Para além das indicações dadas no ponto 2, é importante ter em conta os seguintes aspetos:

  • Escolha uma escova manual com rigidez suave (ou se não se adaptar com as cerdas suaves opte por uma de rigidez média). As escovas com rigidez dura provocam lesões nos dentes e nas gengivas e só devem ser utilizadas com indicação do seu médico dentista. 

  • Escolha uma escova com uma cabeça pequena já que quanto maior for a cabeça mais difícil é escovar as zonas de difícil acesso.

  • Evite escovas que têm cilindros de silicone em vez de tufos.

  • Escolha um cabo que seja fácil de agarrar e que facilite a escovagem. Se tem uma mão pequena não escolha uma escova com um cabo muito gordo já que a escovagem será desconfortável.

  • Algumas escovas manuais têm no verso das cerdas, ligeiras rugosidades que permitem limpar a língua. Limpar a língua é fundamental e caso a sua escova de dentes não tenha estas rugosidades pode optar por limpar a língua com as cerdas.

4. As escovas elétricas: Têm mais características que as escovas manuais e vamos vê-las uma a uma:

Forma da cabeça:
a. Redonda
b. Não redonda: Quadrada/retangular/oval

Movimento das escovas elétricas:
a. Rotação: a cabeça roda sempre na mesma direção. (São as mais baratas)
b. Oscilação: rotação para ambas direções. (das escovas elétricas económicas são as mais recomendadas)
c. Vibração
d. Contra Oscilação: cada tufo de cerdas roda em direção diferente.
e. Pulsação sónica ou ultrassónica – vibram a alta velocidade para ajudar a eliminar a placa bacteriana presente nos dentes. (normalmente são as escovas mais caras)
f. Movimento lateral – a cabeça da escova de dentes “varrem” os dentes de um lado para o outro.

Bateria:
a. Funcionamento a pilhas.
b. Funcionamento a bateria recarregável. – A duração da bateria pode variar desde os 30 aos 180 minutos dependendo do modelo da escova.

Tecnologias extras que as escovas podem apresentar:
a. Vários modos de escovação: para ortodontia, dentes sensíveis, etc.
b. Sensores que detetam a força da escovagem e emitem um sinal sonoro de aviso.
c. Temporizadores que contam o tempo de escovagem de uma determinada região. Algumas escovas têm temporizadores que contam o tempo de escovagem dos dentes superiores e dos dentes inferiores.
d. Recordações digitais para substituir a cabeça da escova (cerdas)
e. Compatibilidade com várias cabeças de escova, para que possa escolher o tipo de cerdas que prefere.

A principal indicação das escovas de dentes elétricas são três:
a. Pacientes idosos
b. Pacientes especiais com alteração da coordenação motora
c. Pacientes pediátricos
Contudo podem ser utilizadas por qualquer pessoa, desde que bem utilizadas.

5. O que é que é recomendado nas escovas elétricas?

Relativamente às escovas elétricas, é preferível:
1. Escova com cabeça redonda.
2. Com movimento oscilatório (os modos de vibração e de pulsação sónica são mais caros e não têm motivo para serem mais recomendados ).
3. Funcionamento a bateria recarregável já que será muito mais cómodo (não necessita comprar pilhas) e menos poluente para o meio ambiente.

6. Como conservar a sua escova de dentes?

Em primeiro lugar, deixar a escova secar ao ar livre para evitar aparecimento de fungos e bactérias na sua escova. Deixar a escova secar na vertical com a cabeça para cima de modo a que gotas de água possam escorrer e a escova fique seca mais rapidamente. Isto não acontece se deixar a escova na horizontal ou com a cabeça para baixo.
Em segundo lugar, não partilhe escovas de dentes. Cada pessoa com a sua escova de dentes.
Em terceito lugar, cada escova no seu lugar. Não coloque várias escovas no mesmo copo porque irão contaminar-se umas às outras. Deixar várias escovas num copo só seria viável se as escovas tiverem tampa, contudo, com a tampa as escovas de dentes não secam tão bem.
Quando guardar a escova verifique se não tem resíduos (alimentos ou de pasta de dentes).

6. Escovas ecológicas:

Têm surgido recentemente novas escovas de dentes: as escovas ecológicas. Estas escovas surgem com o objetivo de reduzir a contaminação já que todos os anos são deitadas ao lixo biliões de escovas de dentes em todo o mundo. Ainda não há estudos que comprovem a eficácia de estas escovas.  As cerdas de bambu e outros materiais podem ser demasiado rígidos para os dentes mas ainda estão em estudo.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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Ortodontia

Aparelhos Ortodônticos em Quarentena

Desde há precisamente um mês que as clínicas dentárias se encontram encerradas, exceto para atendimento de situações de urgência. Dia 16 de março de 2020 foi declarado pelo Governo através do despacho nº 3903-E/2020 “a suspensão de toda e qualquer atividade de medicina dentária, de estomatologia e de odontologia, com exceção das situações comprovadamente urgentes e inadiáveis.” Passou um mês, as consultas não urgentes foram adiadas por prazos indeterminados e tratamentos foram suspensos. Alguns desses tratamentos suspensos são os tratamentos de ortodontia: os tão conhecidos aparelhos ortodônticos. 

Mas, afinal o que se passa atualmente com os pacientes com aparelhos de ortodontia?

Os tratamentos de ortodontia são tratamentos de longo prazo que existem consultas mensais de forma a controlar e a guiar o tratamento para restabelecer uma oclusão ótima (uma mordida correta). Nesta altura de quarentena em que as clínicas estão fechadas exceto para consultas de urgência, será que as consultas de ortodontia são consideradas consultas de urgência?

Bem, não, não são. Existem neste momento em Portugal milhares de pacientes com aparelhos de ortodontia que têm o seu tratamento em pausa por tempo indeterminado.

Como funciona o tratamento de ortodontia?

Cada pessoa é única, de modo que cada mordida é diferente. O objetivo principal dos tratamentos de ortodontia é colocar o paciente com uma mordida correta e consequentemente mais estética. Existem inúmeros aparelhos de ortodontia assim como inúmeras técnicas e cada ortodontista trabalha com alguns desses aparelhos e com algumas dessas técnicas para corrigir a mordida dos seus pacientes. Há aparelhos ortodônticos totalmente metálicos, cerâmicos, de Safiro, etc. O tratamento de ortodontia também tem etapas, e estas etapas vão depender de cada paciente. Em cada consulta mensal, o ortodontista realiza ajustes no aparelho para concluir essas etapas: muda os arcos, troca os brackets, altera os elásticos, muda os arames, etc. 

Os pacientes têm motivos para ficar preocupados com o seu tratamento nesta altura de quarentena?

Não. Os aparelhos são ativados/ajustados mensalmente em cada consulta. Ao não haver esta ativação durante os meses de quarentena implica que o próprio aparelho deixa de realizar forças, ou seja, deixa de “mover” os dentes. O aparelho de ortodontia vai-se manter na sua posição de “pausa” enquanto não for ativado pelo ortodontista na próxima consulta. Contudo, há uma exceção há regra: tratamentos de ortodontia que contenham elásticos. Em ortodontia os elásticos têm muitas funções: puxar os dentes para a frente, para baixo, para trás, para rodar um dente, para rodar vários dentes, enfim… Os elásticos são muito utilizados nos aparelhos ortodônticos. Contudo, nestes meses de quarentena, os elásticos continuam a exercer força. 

O que os pacientes devem fazer nesta quarentena?

  1. Em primeiro lugar, deve contactar o seu ortodontista através da sua clínica para verificar se continua ou não a utilizar os seus elásticos no aparelho. Há tratamentos em que os pacientes têm de utilizar elásticos durante a noite (e às vezes, durante todo o dia, exceto na hora das refeições) e o seu ortodontista pode recomendar que faça uma pausa.

  2. Deve melhorar a higiene oral. Porquê? Para evitar situações de urgência. É fundamental lavar os dentes entre 2 a 3 vezes ao dia, durante 2 minutos. Preferivelmente com uma pasta com 1450ppm de flúor (ver no rótulo da pasta de dentes). Não esquecer de lavar a língua, já que esta é sempre esquecida. Para juntar à higiene oral, não esquecer de usar o fio dentário, ou até mesmo o escovilhão. Se tiver algum elixir, aproveite estes dias para usá-lo uma vez por dia, de preferência à noite.

  3. Não guarde a sua escova de dentes junto com as escovas de dentes de outros familiares. Cada escova no seu copo ou no seu lugar. Isto permite evitar contaminações cruzadas.

  4. Evite alimentos e bebidas açucaradas já que estes contribuem para o aumento do risco de cáries dentária e de outras patologias como a diabetes.

  5. Não utilize os dentes para abrir latas, garrafas ou outros objetos já que pode provocar fratura dentária, descolamento de brackets ou quebra do aparelho ortodôntico. Evite também comer alimentos duros como frutos secos, torresmos ou outros similares.

O que fazer em caso de urgência?

Mesmo evitando ao máximo e tendo todos os cuidados descritos acima, podem acontecer alguns imprevistos: podem-se descolar brackets, o arame pode começar a arranhar, a contenção pode descolar, etc. 

Pode e deve recorrer ao dentista caso tenha danos no seu aparelho ortodôntico se esses danos possam apresentar “risco de deglutição, aspiração ou possam provocar lesões ou dor intensa” de acordo com a Direção Geral de Saúde.

Pode aceder a mais informações sobre como evitar situações de urgência no artigo “Urgência em pandemia“.

Fique em casa nesta quarentena. Cuide-se e cuide dos seus.

Beijinhos e até já!!

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Crianças

Dicas para a Primeira Consulta Da Criança

Nas últimas publicações falamos de vários temas relativamente ás crianças, alguns deles sobre:
Os Dentes de leite…
As Cáries nos bebés…
E a Higiene Oral nos mais pequeninos…

E hoje, vamos falar sobre a primeira consulta da criança no dentista. Esta consulta pode provocar alguma ansiedade, pelo menos nos papás. Mas estamos aqui para falar como resolver essa ansiedade e como permitir que a consulta decorra tranquilamente e da melhor forma.

A primeira consulta do bebé no dentista deve, preferencialmente, ser até 6 meses após o primeiro dentinho nascer e sempre antes do bebé completar um ano.

E porquê que isto é o indicado?

Porque é nesta altura que começam a surgir dúvidas sobre os dentinhos do bebé. Nesta primeira consulta é possível explicar aos papás como ocorre o nascimento dos dentinhos, a cronologia, o que podem ou não esperar, o que é considerado normal e que factores devem estar atentos, que alimentos podem ajudam durante o nascimento dos dentinhos, como podem realizar a limpeza das gengivas e dos dentinhos, que técnicas podem utilizar para melhorar os sintomas e dar conforto na altura do nascimento dos dentes e o Dentista pode também indicar as melhores chupetas e biberões para o bebé (Sabia que há biberões que alteram o paladar do bebé e até mesmo a forma como os dentinhos nascem?). Para além disto, nesta primeira consulta pode aproveitar o Dentista pode também dar conselhos aos papás de como evitar que o bebé tenha certos problemas nos dentinhos como cáries e outras alterações no futuro. Não se esqueça que a prevenção é sem dúvida a melhor solução. 

Como é esta primeira consulta?

1. Na primeira consulta os papás entram no consultório com a criança e o Dentista faz algumas perguntas sobre a saúde do seu filhote. Estas perguntas serão sobre as alergias, medicamentos que a criança tome (se o seu filhote tomar alguma medicação não se esqueça de levar tudo apontadinho para o seu dentista ter toda essa informação), e entre muitas outras perguntas sobre a saúde do seu pequerrucho.

2. Depois destas perguntas é normal o Dentista querer ver a boquinha do seu filhote e por isso vai interagir com a sua criança, é normal que a criança (dependendo da idade e da personalidade) tenha alguma vergonha. Nem todos os papás têm disponibilidade para levar as crianças ao dentista tão cedo, algumas crianças vão ao dentista pela primeira vez quando já têm 4 ou 5 anos. É normal que não se sintam tão à vontade. Acontece o mesmo quando é o primeiro dia do infantário ou da escola (e depois nem querem sair de lá!!). Facilite o Dentista e demonstre que não há motivos para ter receio. Deixe o Dentista mostrar o consultório, os instrumentos, bonecos e jogos que existam no consultório para que a criança se sinta mais à vontade. Deixe que os dois se entendam. Porquê? Porque o seu Dentista está formado para isso. Aos poucos, a sua criança vai chegar lá e sentir-se á vontade. 

3. Dependendo da idade da criança poderão adotar-se diferentes técnicas para ver a boca e os dentes da criança. Entre fazer cócegas, contar dentes, e tantas outras opções. Caso seja necessário podem fazer alguma radiografia aos dentinhos do seu filhote, isto pode ser por vários motivos, para confirmar a existência ou o tamanho de uma cárie ou valorar os dentinhos que ainda estão por nascer. Mas não se preocupe, é só um “fotografia” que temos de tirar aos dentinhos. Caso tenha dúvidas, não hesite, pergunte. O seu médico dentista estará encantado de lhe explicar. 

4. Depois de ver toda a boquinha e avaliar tudo é normal que o dentista queira realizar uma limpeza dos dentinhos (dependendo da idade da criança). Uma limpeza consiste em uma escovagem com uma escova bem pequenina que roda e escova os dentinhos um a um. Não magoa e permite que a criança se habitue que o dentista mexa na sua boca. Funciona de uma forma muito similar às escovas elétricas.

5. Nesta consulta o médico dentista consegue avaliar a erupção dos dentinhos, a saúde das gengivas, a possível necessidade de aparelho, se existe alguma cárie ou alguma alteração que necessite ter atenção no futuro e além do mais consegue explicar coisinhas úteis como, as técnicas corretas para escovar os dentinhos, que pasta usar, que escova usar e entre outras dicas que lhe serão úteis.

Conselhos para a primeira consulta:

  • Aproveite a primeira consulta para levar uma lista de dúvidas que tenha e que necessite esclarecer, lembre-se, todas as dúvidas são importantes.Esta dica é especial para os papás de primeira viagem.

  • Caso a sua criança necessite, leve fraldas, lanche e até mesmo o brinquedo preferido da criança.

  • Se possível marque consulta de manhã. Porquê? Porque a criança vai estar descansada e vai cooperar mais. Ao final da tarde a criança está cansada e é normal que esteja rabugenta. Claro que cada criança tem os seus horários e se notar que a sua criança é mais calma após a sexta da tarde, aproveite essa altura para a consulta. O importante é que a sua criança esteja feliz e calma no momento da consulta. 

  • É normal os papás terem receio quando os filhotes vão ao médico, levar uma vacina ou até mesmo ao dentista. Contudo evite mostrar este receio às crianças, elas são extremamente inteligentes e percebem esse medo.

  • Caso o seu filhote consiga entender, explique à criança que vai ao dentista contar os dentinhos, que é o mesmo que contar os dedos. Realize jogos e brincadeiras em casa sobre o dentista. Conte histórias e piadas engraçadas. Não transmita medo nem mostre que algo muito complicado. Não use o médico dentista como um castigo, a criança terá sempre medo a partir daí. 

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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Dicas para Adultos

Urgências Dentárias em Pandemia: O que (não) fazer

Perante a pandemia atual, os departamentos de saúde e de vigilância sanitária Portuguesa recomendam a ida ao dentista apenas em casos de urgência inadiável, ou seja, caso não seja possível solucionar o que quer tenha ocorrido sem ir ao dentista. Isto implica que as visitas ao dentista para procedimentos casuais devem ser adiadas, pelo menos por precaução. Afinal, todos temos uma vontade louca de sair de casa depois das últimas quase 4 semanas de quarentena, mas para quê arriscar? Ora lá está!

É importante salientar que os consultórios e clínicas seguem rigorosamente as medidas de biossegurança, de modo a limitar os riscos de infeção para a população e os profissionais de saúde.

Mas afinal, o que são tratamentos de urgência em Medicina Dentária?

Durante a pandemia, os tratamentos estéticos, procedimentos ortodônticos que não envolvam traumas, restauração de dentes assintomáticos, bem como cirurgias e outros tratamentos não urgentes, devem ser suspensos e só retomados após recomendação do profissional e do governo. Lembre-se que atualmente estamos em “Estado de Emergência”. 

As situações de urgência em Medicina Dentária são aquelas que, embora não ofereçam risco iminente à vida, devem ser resolvidos prontamente: hemorragias não controlados, traumatismos, abcessos dentários, dor dentária aguda, fratura dentária, entre outras situações.

Devido a isto, a maior parte das clínicas dentárias em Portugal, apesar de terem as portas fechadas encontram-se à disposição dos pacientes através de um contacto telefónico ou das redes sociais. Caso algum paciente se encontre em situação de urgência pode (e deve!) contactar o seu dentista ou outro (caso o seu se encontre realmente fechado ou incontactável) e solicitar uma consulta de urgência. Tendo em conta a situação que nos encontramos atualmente deve informar, ao solicitar a consulta de urgência, se nos últimos 14 dias apresentou algum sintoma como febre, tosse, dor de garganta e falta de ar, se esteve fora do país ou se contactou com algum paciente infetado. Após o contato, o médico dentista saberá como conduzir o caso e orientá-lo da melhor forma.

E estando em quarentena, como prevenir uma urgência?

Ora bem, atualmente estamos todos em casa de quarentena (ou devíamos!) exceto os trabalhadores essenciais, como por exemplo, todos os que estão relacionados com supermercados e venda ou transporte de alimentos, venda ou transporte de medicamentos, profissionais de saúde, de segurança, entre muitos outros. 

1. Pelo que neste momento de quarentena ao estarmos mais tempo em casa, também estamos mais tempo a comer… esta época é de algumas extravagâncias alimentares, como ingestão de refrigerantes e gulodices, nomeadamente nos intervalos das refeições o que aumenta o risco de agressão ao esmalte dentário e gengivas. É importante fazer decisões certas no que toca à alimentação: é preferível optar por frutas na hora do lanche em vez de alimentos cheios de açúcar. Evite petiscar frequentemente e consecutivamente, principalmente durante a noite. Evite também aqueles petiscos “perigosos” os frutos secos, torresmos ou outros alimentos duros que são conhecidos por “partirem dentes”… Para quê correr riscos?

2. Certamente as vossas horas de descanso e rotina foram alteradas drasticamente! As horas de acordar e dormir já não são as mesmas e certamente a hora do almoço e jantar também sofreram alterações. A falta de uma rotina afeta-nos a todos. É extremamente importante manter uma correta higiene oral. Mesmo “não sabendo as horas nem às quantas andamos” é fundamental lavar os dentes entre 2 a 3 vezes ao dia. Preferivelmente com uma pasta com 1450ppm de flúor (ver no rótulo da pasta de dentes). Não esquecer de lavar a língua, já que esta é sempre esquecida. Para juntar à higiene oral, não esquecer de usar o fio dentário, ou até mesmo o escovilhão. Se tiver algum elixir, aproveite estes dias para usá-lo pelo menos uma vez por dia preferivelmente à noite.

Evite urgências ao evitar situações de perigo

3. Para além das lesões de cáries, abcessos e outros “perigos” relacionados com a má alimentação e má higiene oral, existem também os traumatismos. É verdade que ninguém sofre um traumatismo querendo, eles acontecem quando menos esperamos. Mas, no que toca a crianças, costumam acontecer quando já antecipamos que vão acontecer… Ou é aquela brincadeira que achamos que não vai correr bem, ou aquela correria pela casa em meias, ou usando o sofá como trampolim… seja em férias ou em quarentena, há sempre alguma brincadeira que pode correr mal. E daí resultam traumatismos que obrigam uma ida ao dentista ou às urgências. As crianças, passado estas 4 semanas de quarentena estarão aborrecidas e saturadas de estar em casa, mantenha-as ocupadas e entretidas… Evite acidentes: evite traumatismos.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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Crianças

Mito ou Verdade: Os bebés podem ter cáries?

A resposta é sim! Infelizmente, todos podemos ter lesões de cáries, desde os mais pequerruchos aos mais graúdos.

Vamos lá ver: As lesões de cáries formam-se quando existem bactérias cariogénicas (bactérias formadoras de cárie) na boca (e 99% da população mundial tem essas bactérias na boca! ah pois é! Esta vocês não estavam à espera!).

O que é que essas bactérias fazem de especial?

As bactérias cariogénicas utilizam os restos de alimentos presentes na cavidade oral (dentes, língua, bochechas, gengiva, etc.) para produzir ácidos. As bactérias cariogénicas “colam-se” aos dentes e os ácidos destroem os minerais dos dentes criando pequenas cavidades em profundidade. Nestas pequenas cavidades vão-se impactando cada vez mais restos de comida e mais bactérias…

Se todos temos bactérias na boca, como podemos evitar as lesões de cáries?

A única solução é: lavando os dentinhos, as gengivas e língua. Desde que nasce o primeiro dente é fundamental criar uma rotina de higiene oral.

Agora, como é que isso pode acontecer no bebé?

Todos os bebés tem uma alimentação muito simples: leite. O leite (materno ou em fórmula) contém açúcares. E são estes açúcares que são utilizados pelas bactérias para produzir ácidos. Quando os dentinhos começam a nascer e se não usarmos uma gaze ou uma dedeira para lavá-los, vamos ter acumulação de restos de leite e de bactérias nos novos dentes. E, mais tarde ou mais cedo teremos lesões de cárie. 

Como posso evitar o aparecimento de cáries no meu bebé?

Fácil! Vamos por passos:

1 – Habitue o seu bebé à higiene oral, tal como realiza a limpeza dos ouvidos, o corte das unhas, etc. A rotina da higiene oral é um hábito. É fundamental limpar a boca do bebé, pelo menos, desde que nasce o primeiro dente. Consulte o artigo “Higiene Oral em Bebés e Crianças” para saber mais sobre o tema.

2 – Quando introduzir novos alimentos como frutas e papas, não adicione açúcar. As papas já têm açúcar suficiente para o seu bebé e as frutas têm os seus açúcares naturais. Não adicione açúcar nos chás ou outros líquidos que forneça à criança para além do leite que a criança já toma. Não é necessário adicionar açúcar à alimentação da criança.

3 – Siga uma dieta adequada para o seu bebé. Quando iniciar a introdução de novos alimentos, evite dar ao seu bebé alimentos muito processados e ricos em açúcares como: bolos, chocolate, rebuçados, bolachas “açúcaradas” e outro tipo de alimentos com elevado teor em açúcar.. Durante o crescimento as crianças necessitam de uma dieta equilibrada rica em vitaminas e proteínas. Consulte o seu pediatra, que o poderá guiar na dieta do seu filhote.

4 – Não deixe o seu bebé/criança dormir com biberão de leite ou sumo. Depois da última refeição do dia, deve limpar as gengivas/dentinhos e ir dormir.

5 – Não molhe, nunca, a chupeta em mel, em papa, açúcar. Nem para a criança adormecer mais facilmente. Basta fazer uma vez para que a criança crie um hábito não saudável.

6 – Aproveite para fazer a primeira visita ao médico dentista quando o seu bebé tiver o primeiro dentinho. Caso seja possível, é recomendado até visitar o dentista enquanto está grávida. O seu médico dentista poderá, nessa consulta, explicar tudo detalhadamente sobre a saúde oral da mamã e do bebé. E terá assim possibilidade de resolver todas as suas dúvidas e preparar-se mais calmamente.

7 – Caso dê leite de fórmula ao seu bebé: leia bem os rótulos e informe-se com o seu pediatra qual o melhor leite em pó. Porquê? Porque existem leites em fórmula com elevadas concentrações de açúcar. O que não é benéfico para o seu bebé.

Para saber mais informações sobre o aleitamento materno leia o documento “Aleitamento Materno: promover saúde” da Associação Portuguesa dos Nutricionistas.

Para obter mais informações sobre a alimentação infantil leia o documento “Alimentação nos primeiros 1000 dias” da Associação Portuguesa dos Nutricionistas.

Não se esqueça de visitar o seu dentista frequentemente, pois só o seu dentista é capaz de avaliar os seus dentes e as suas necessidades a nível de saúde oral.

Beijinhos e até já!!

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Crianças

6 Conselhos para evitar o medo ao Dentista em Crianças

Não podemos ignorar o grande elefante presente à nossa frente! É verdade que está incutido na sociedade o medo ao médico dentista. Não é de agora. Já os meus avós fugiam e continuam a fugir do temido médico dentista. A verdade é que a História luta contra nós. E, para além do mais, existem dezenas de filmes de terror onde personagens principais ou secundárias são médicos dentistas. Pelo que, isso também não nos ajuda!

Contudo podemos mudar essa mentalidade?

E para mudar mentalidades temos de nos informar e aprender… Às vezes, o medo e o receio vêm do desconhecimento. Então, para começarmos, devemos começar por ensinar os mais pequeninos, as nossas futuras gerações. Por exemplo, sabia que a primeira consulta no médico dentista deve ser preparada desde casa? E como podemos fazer isso? Vamos ver 6 conselhos que tenho para dar:

  1. Evite dar uma conotação negativa ao tema “Dentista”. As crianças são extremamente perspicazes e inteligentes e sem dúvida são umas esponjas de informação. Pode parecer que não, mas estão atentas a tudo e vão prestar muita atenção a frases do estilo: “Vais levar uma pica”, “O dentista tirou os dentes todos da vóvó” ou “quando fui ao dentista doeu-me muito”. Qualquer coisa que ouçam relacionado negativamente com o médico ou médico dentista fará com que a criança tenha medo de algo que ainda nem aconteceu.

  2. Não utilize o dentista para controlar o comportamento da criança. Muitas vezes os papás e familiares fazem isto inconscientemente. É a típica frase do estilo “se te portares mal o polícia prende-te”. Pois, a mais ouvida relacionada com o médico dentista é “se te portares mal o dentista tira-te os dentes todos”. Não utilize este tipo de frases já que a criança vai associar os profissionais de saúde e de ajuda a algo mau ou assustador. O médico é amigo, o enfermeiro é amigo, o bombeiro é amigo, o polícia é amigo, assim como, o dentista é amigo.

  3. Evite que a primeira consulta da criança no médico dentista seja numa situação de urgência. Em algum momento da vida, a sua criança vai necessitar de um médico dentista. Seja porque caiu e partiu um dente, ou porque tem uma cárie que começou a doer ou porque tem “dentes espaçados” ou “dentes uns em cima dos outros”… Por este motivo, vamos prevenir levar a criança pela primeira vez ao dentista quando é uma urgência. É sempre preferível que a primeira consulta da criança seja só um check-up sem ser em situação de urgência. Isto permite que a criança possa conhecer a clínica e a equipa médica sem estar em stress. Pode ir à sua primeira consulta sem ter receios. ( Imagine que o seu filhote caiu no parque, suspeita que partiu um dente ou nota que tem a boca ensanguentada. Leva-o ao dentista pela primeira vez. Essa criança, assustada e magoada vai sempre associar o médico dentista àquele momento do acidente.)

  4. Evite usar palavras que possam assustar a criança: agulha, pica, picada, sangue, dor, dói-dói e outras palavras que possam amedrontar o seu filhote. Lembre-se, a sua criança é uma esponja de informação! E essas palavras, que para nós podem ser banais, para os mais pequenos são ainda palavras assustadoras.

  5. Encoraje o seu filhote a vir ao Dentista com frases do tipo “vamos ao dentista contar os teus dentinhos”, “quantos dentes tens, sabes?”, “vamos ver se gostamos, o que te parece?”. O facto de dizer estas frases no plural faz com que a criança saiba que não vai enfrentar uma situação desconhecida sozinha e sentir-se-á tranquila e irá à sua primeira consulta tranquilamente.

  6. Durante o tratamento, os papás podem ficar com a criança no consultório até por volta dos 3 anos de idade. Até essa idade são crianças mais dependentes dos papás e necessitam a sua presença para ficarem calmas. Contudo, à medida que for crescendo, o médico dentista pode solicitar que os papás esperem na sala de espera (Tenha em atenção que os papás nunca serão obrigados a abandonar a criança! Mas o médico dentista pode perguntar se desejam esperar na sala de espera ou dentro do consultório.). O facto da criança entrar sozinha no consultório permite que a criança aprenda a ser independente e enfrente os seus medos, nas primeiras consultas com os papás e aos poucos sem eles. Eles estão crescendo, e nós temos de deixar. Por muito difícil que possa ser, os nossos meninos e meninas não serão crianças toda a vida. E iremos sempre sentir orgulho por isso.

Já conhecia algum destes conselhos? Passou por alguma destas experiências com o seu filhote? Tem preferência entre ficar dentro ou fora do consultório? Partilhe a sua experiência e opinião!!

Beijinhos e até breve!!

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Estética

Dentista pode aplicar Botox e Ácido Hialurónico?

Sim. Os Médicos Dentistas trabalham com toxina botulínica (vulgarmente conhecida como Botox) e ácido hialurónico.

O que é o Botox?

É, de forma muito sucinta, uma neurotoxina que quando aplicada em pequenas quantidades no músculo bloqueia um neurotransmissor responsável pela comunicação entre esse mesmo músculo e o cérebro. Consequentemente, quando o cérebro indica ao músculo para contrair, o músculo não poderá fazê-lo, ou pelo menos, não poderá fazê-lo com a potência que fazia anteriormente.

Porque é utilizado o Botox em Medicina Dentária?

Em Medicina Dentária utilizamos por dois simples motivos: uso terapêutico e uso estético. O que é que isto significa? Com uso terapêutico é principalmente utilizado em pacientes com bruxismo, ou seja, pacientes que apertam tanto os dentes que acordam frequentemente com os músculos da face doloridos. Esta característica associada a outras pode ser indicação da utilização da toxina botulínica para relaxar esses músculos da face.

Com uso estético pode ser utilizado para a redução de rugas de expressão e entre outras indicações.

O que é o Ácido Hialurónico?

O ácido hialurónico é um biopolímero que existe naturalmente em todo o nosso corpo incluindo na nossa pele e articulações. Este ácido tem diversas vantagens sendo que é muito procurado já que confere elasticidade e atua como um preenchedor, ou seja, preenche zonas como rugas ou pequenas falhas na pele. A duração deste tratamento em geral varia de 6 a 24 meses e quando é colocado não é detectado visualmente nem à palpação.

Porque é utilizado o Ácido Hialurónico em Medicina Dentária?

Em Medicina Dentária é utilizado principalmente para preenchimento de rugas ou sulcos na pele ao ser aplicado em pequenas quantidades.

Como é feita a aplicação do botox ou do Ácido Hialurónico?

Inicialmente o local do tratamento é desinfetado com álcool ou clorexidina pelo que deve evitar a aplicação de cremes ou maquilhagem no dia do tratamento e nos dois a três dias seguintes. Pode ser aplicada anestesia tópica em creme ou em gel para que a pele fique ligeiramente adormecida. Depois o produto é aplicado nas zonas necessárias através de mínimas injeções. Não é limitante de capacidades pelo que os pacientes podem realizar as suas atividades diárias normalmente antes e após a realização do procedimento.

Dependendo da área a tratar o procedimento pode durar, em média, 30 minutos.

Gostaria de saber mais sobre estes tratamentos? Deixe o seu comentário e vamos falar mais sobre o tema!

Beijinhos e até já!!

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